segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Programa de Rádio #2: "Em Marrocos"

Emissão a 31 de Outubro de 2009

Em viagem por Marrocos. Desde a fronteira de Tânger no estreito de Gibraltar, passando pela vila de Chefchaouen nas montanhs do Riff, a imperial e labiríntica Fez, a capital Rabat, até ao antigo oásis que hoje em dia se chama Marrakech.

Músicas:
Manu Chao - Clandestino [França/Espanha]
Cheb Khaled - El Arbi [Argélia]
Cheb Khaled - Aicha [Argélia]
Freeman ft. Cheb Khaled - Bladi [França/Argélia]
Fnaire - Lalla Mnana [Marrocos]
Fnaire - Aaz lkhil m'rabetha [Marrocos]
Idir - A vava inouva [Argélia]
Hoba Hoba Spirit - Bienvenue a Casa [Marrocos]
Saha Koyo - Laylaha Lla Lah [Marrocos]

"Os Meus Descobrimentos" é um programa semanal na Rádio Zero, que podes escutar online em www.radiozero.pt todos os sábados às 15h e em repetição segundas às 7h da manhã.

Fotos de Marrocos (Fev. 2008):


Se estás no facebook e não consegues ver o player do programa e as fotos, visita o blog: http://osmeusdescobrimentos.blogspot.com

Na Rádio!

Arrancou há poucos dias o programa de rádio "Os Meus Descobrimentos", em que são relatados os episódios da volta ao mundo, partilhadas as músicas das terras por onde passei e contadas as histórias, peripécias e aventuras que me aconteceram durante um ano e meio de viagem pelos cinco continentes.

É um programa semanal na Rádio Zero, que podes escutar online em www.radiozero.pt todos os sábados às 15h e em repetição segundas às 7h da manhã. Ou podes acompanhar neste blog: vou publicando online os programas. Podes escutar no player abaixo.

No primeiro programa são relatados os primeiros dias da viagem, desde Lisboa de boleia até ao sul de Espanha. Passagem por Sevilha, Cádiz, Tarifa e travessia de ferry até Tânger.

Site do podcast: http://osmeusdescobrimentos.podomatic.com

Músicas:
Terrakota - Curruputu [Portugal]
Chambao - Papeles Mojados [Espanha]
Maetschs - Morphology Part I [Alemanha/Espanha]
Master Musicians of Jajouka - The Truth Forever [Marrocos]

Hasta la proxima semana!

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Vídeo - O Fundo da Linha

São 8 minutos sobre a destruição que está a acontecer nos nossos oceanos.





Produzido pela Greenpeace - http://www.greenpeace.org/portugal/videos/o-fundo-da-linha

segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

Registo #6 - "Touch-down" na África Austral

Joanesburgo, África do Sul

À chegada por via aérea, vindo de Dakar na South African Airways, companhia aéra nacional sul-africana, sou recebido no aeroporto por Clyde, membro mais novo da família Becker que através da rede Couch Surfing me recebe por uns dias em Joanesburgo, enquanto preparo a minha entrada em Moçambique, via Maputo. Mais tarde voltarei à África do Sul para vivenciar e conhecer melhor o país.

Bandeira sul-africana
Bandeira sul-africana.

Foram três dias durante os quais conheci várias pessoas, observei o modo de vida local e conclui que Joanesburgo é uma grande cidade mergulhada no medo. O medo da morte bate à porta todas as manhãs. A cor da minha pele é branca e por uma imposição social acima das minhas vontades estou no lado branco da sociedade sul-africana, cerca de 10% de toda a população do país. Como “branco” que sou, observei o crime que assola o país deste lado do muro. Quem me conhece pessoalmente sabe nada tenho de racista mas os outros perdoem-me a utilização de termos como “branco” e “negro” neste relato, distinguindo as pessoas pela sua cor da pele. Mas o quotidiano da sociedade sul-africana, mesmo após o fim do Apartheid, assenta ainda muito nesta divisão racial, e para que a possa descrever tenho também que me sujeitar a esta conceptualização.

Os brancos, ricos, de Joanesburgo vivem num mundo à parte da maioria dos negros, pobres. Os brancos têm os seus circuitos, fazem a sua vida evitando a realidade das “townships” como aqui chamam os bairros de lata. Fora do centro, na zona norte da cidade é onde habitam os brancos. A terra é preenchida de grandes vivendas ao estilo americano, com muros de 3 metros, arame electrificado e obrigatoriamente com vigilância de uma companhia de segurança privada, pronta a intervir no local em poucos minutos com seguranças armados de caçadeiras “shot-gun”. Todas as casas são assim, e as que não são, são assaltadas. E as que são, também, mas menos.

Familia de acolhimento em Joanesburgo
Família Becker, que me acolheu por uns dias em Joanesburgo.


Os grandes centro comerciais abundam nas áreas residenciais dos brancos e são o seu refúgio, o local para onde ir em tempo de lazer pois na rua é demasiado perigoso. Todos os brancos com quem falei são próximos de pessoas que foram mortas em troca do seu carro, em muitos dos casos quando parados no semáforo. Clyde, da família que me hospedou conta-me que recentemente, vendo um jovem negro a aproximar-se a pé por trás do seu carro enquanto parado no semáforo, não hesitou e, engatando a marcha atrás, o atropelou. À saída dos parques de estacionamento pedem ao condutor para desligar e voltar a ligar o motor para se certificarem de que o carro não foi roubado. São truques, muitos truques que se vêm nesta cidade para tentar contornar o crime. E em tão pouco tempo escutei tantas histórias e de tanta gente diferente. Em comum tinham os efeitos mortais da criminalidade violenta que assola o país, resultado da sua enorme desigualdade social.

Em Joanesburgo, Joburg ou Jozi, como frequentemente se abrevia o nome da cidade, fazem-se contas à vida, mas também ao dinheiro, e das contas grandes. É o centro financeiro de um país que é responsável por 18% do PIB de todo o continente africano e o dinheiro nesta cidade faz com que tenha a 17ª maior bolsa de valores do mundo. Ao mesmo tempo o crime acontece. É um país de contrastes e contradições e pintado de todas as cores mas que é a todas as horas atacado pela escuridão do crime. É também provavelmente o país mais racista de todo o mundo. O regime do Apartheid acabou em 1995, (apenas há 14 anos?!) mas as marcas deste regime desumano seguem na sociedade e despontam todos os dias numa guerra civil feita de crime violento e gratuito principalmente nas cidades do país.

Constrastes de Joanesburgo
Os contrastes de Joburg.


Bom, amanhã sigo para Maputo, capital de Moçambique!


escrito a 11 de Março de 2008

No contexto:
Filme: Tsotsi
Música: “Stimela” de Hugh Masekela
Livro: “I write what I like” de Steve Biko

quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Festa Crítica - celebração do 6º aniversário da MC de Lisboa

Massa Crítica de Lisboa celebra o seu 6º Aniversário

18:30 Marquês de Pombal: Bicicletada

21:00 Magalhães Lima, Portas do Sol, Alfama: Festa!

A Massa Crítica é um passeio mensal pelas ruas da cidade, um ponto e evento de encontro entre ciclistas urbanos. É ao mesmo tempo uma celebração das modos suaves de locomoção e uma forma resgate do espaço público dominado pelos veículos motorizados. Feita de forma tranquila e em pelotão, a bicicletada permite aos iniciados ganhar confiança na utilização de bicicleta na cidade, ao mesmo tempo que convivem e trocam ideias.

Os participantes reunem-se na última Sexta Feira de cada mês, no Parque Eduardo XVII, junto ao marquês de Pombal, pelas 18:00. O percurso decide-se em conjunto e a partida dá-se por volta das 18:30.

O movimento, que funciona sem corpo dirigente, teve origem em São Francisco, e realiza-se hoje em dia em 350 cidades de todo o mundo. Em Portugal, além de Lisboa há bicicletadas deste formato no Porto, Coimbra, Aveiro.

Em Setembro, mês da mobilidade, a Massa Crítica de Lisboa celebrará o seu 6º Aniversário dia 25 de Setembro, e esperam-se muitas dezenas de participantes, com diferentes motivações mas unidos na vontade de celebrar a mobilidade suave. A partida será, como habitual, do Marquês de Pombal pelas 18:30 e, no final, no Centro Cultural Magalhães Lima, junto ao miradouro das Portas do Sol em Alfama, terá lugar a Festa Crítica. Pelas 21:00 começará a animação, com música, comida, bebida, exposições e bicicletas. A entrada é grátis e todos estão convidados.

(notícia e imagem do site www.massacriticapt.net)

segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

A Era da Estupidez

Depois da Idade da Pedra, do Bronze, do Ouro,... pode estar a chegar a Idade da Estupidez.

No próximo dia 22 de Setembro, segunda-feira, estreia o filme "The Age of Stupid" - "A Era da Estupidez". Este filme conta a história de um senhor idoso que no ano de 2055, vivendo num mundo devastado pelas alterações climáticas, começa a procurar arquivos sobre o ano 2008 e questiona-se porque é que nada foi feito enquanto o ser humano teve a hipótese de mudar o rumo do planeta.

Foi no filme, e poderá ser agora, se não fizemos nada, a época em que vivemos: A Idade da Estupidez - The Age of Stupid

É um filme que Conta com a participação de Thom Yorque (vocalista dos Radiohead), Koffi Annan (ex Secretário-Geral da ONU), Gillian Anderson (Ficheiros Secretos), Pete Postlewhaite (nomeado para os Óscares), e estreia a 22 de Setembro nos cinemas de Portugal e em todo o mundo. Vê onde: http://www.ageofstupid.net/screenings/country/portugal

Trailer - The Age of Stupid - com legendas em Português retirado de Age of Stupid no Vimeo.


Vê o filme e muda o teu comportamento! Junta-te à campanha do "Não Estúpido" - http://notstupid.org

sábado, 12 de Setembro de 2009

Boa ou má notícia? - Barcos alemães atravessam o Ártico

Traduzido de BBC - http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/8251914.stm

Dois navios mercantes alemães estão a navegar da Ásia para a Europa através da costa russa do Ártico, depois de terem negociado com a Rússia a outrora intransponível Passagem no Nordeste. Esta rota está normalmente congelada, mas a elevação das temperaturas na região causados pelo aquecimento global derreteu grande parte do gelo permitindo que navios de grande porte a possam percorrer.

A passagem do Oriente tem tentado marinheiros durante centenas de anos. Em 1553 o viajante britânico Sir Hugh Willoughby morreu tentando encontrar o percurso. Os navios alemão Beluga Fraternity e
Beluga Foresight chegaram ao porto siberiano de Yamburg, no delta do rio Ob, na segunda-feira, o proprietário Beluga Shipping GmbH, comunicou no seu site. Ambos os navios deixaram a Coreia do Sul no final de Julho, negociando a passagem ao largo do Norte da Sibéria acompanhados por dois quebra-gelos russos.

"Estamos todos muito orgulhosos e felizes de ser a primeira companhia marítima ocidental que conseguiu transitar na lendária Passagem do Nordeste e entregue carga sensível com segurança através desta zona marítima extraordinariamente exigente", disse o CEO da Beluga Niels Stolberg.


Navegando contra o gelo

Os navios têm descarregado algumas das suas cargas. Verena Beckhusen porta-voz do
Beluga disse à AP que o Beluga Fraternity já havia prosseguido a sua viagem através de Murmansk para o porto holandês de Roterdão. A partida do Beluga Foresight foi adiada para sábado devido ao mau tempo, acrescentou.

Mas o gelo outrora impenetrável, que impedia os navios de navegar ao longo da costa norte da Rússia, tem desapercido rapidamente por causa do aquecimento global nas últimas décadas. A passagem ficou passável, sem quebra-gelos, em 2005. Ao evitar o canal de Suez, a viagem da Ásia para a Europa é encurtado em quase 5.000 km (3.100 milhas). A empresa por detrás da viagem diz que está a economizar cerca de 300.000 dólares por navio, utilizando a rota do norte.

Tanto as autoridades russas e os nvegadores Alemães estão ansiosos para provar a segurança e a eficiência da passagem, acreditando que esta poderia ser uma valiosa alternativa comercial para o canal de Suez, durante o verão. Apesar do aumento das temperaturas a rota ainda é perigosa, devido aos icebergs que se move mais livremente nas águas, agora mais quentes. Os cientistas estimam que a última vez que o Nordeste foi a passagem livre de gelo como é agora estava entre 5.000 e 7.000 anos atrás.


Comentário
Boa ou má notícia?

Péssima. Um dia, o sul de Portugal está inundado, enquanto o mundo continua a poluir, a fazer subir o nível médio da água do mar, e os alemães atravessam a sibéria de barco.

quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

Em Setembro, vamos TODOS ao Martim Moniz

Vestir um sari, cortar o cabelo num cabeleireiro chinês ou africano, calibrar os pneus do carro a preços convidativos ou dançar como em Bollywood serão apenas algumas das actividades possíveis entre 10 e 13 de Setembro, em Lisboa.

TODOS - Caminhada de Culturas, evento integrado na programação do LEM [Lisboa, Encruzilhada de Mundos], da responsabilidade da Vereadora Manuela Júdice, da Câmara Municipal de Lisboa, é uma parceria com a Academia de Produtores Culturais e conta com a concepção de Miguel Abreu, Madalena Victorino, Giacomo Scalisi e Inês Barahona.

Mais do que um Festival, que promete cruzar fotografia, música, cinema, dança, gastronomia e muito mais, TODOS será uma grande Festa que, ao longo de quatro dias, irá dar voz às diversas culturas que habitam Lisboa ou por aqui passam.

Consulte AQUI o programa completo

À Orchestra di Piazza Vittorio (Roma) e à Incrível Tasca Móvel (Portugal) juntam-se fanfarras da Índia ou danças da Moldávia, nesses dias em que habitantes do bairro poderão levar o público às suas próprias casas, a descobrir uma escadaria de azulejos à luz da vela ou uma mesquita onde só os homens estão autorizados a entrar. Destaque também para a participação do fotógrafo francês Georges Dussaud, há alguns meses a trabalhar no terreno, cujo trabalho final será instalado nas paredes vazias dos edifícios, revelando imagens novas de uma população fulgurante oriunda de vários pontos do mundo.

TODOS será um encontro entre as tradições portuguesas e estrangeiras; um encontro entre moradores, artistas e o público da múltipla Lisboa. Momento de diálogo e de troca, irá dividir-se entre eventos de rua de maior dimensão e acontecimentos mais intimistas, que ligam os visitantes à comunidade e aos criadores convidados. Lojas, restaurantes, cabeleireiros, lugares de culto e associações tornam-se protagonistas nesta caminhada de outros povos que habitam a cidade e que são também lisboetas.

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TODOS - Caminhada de Culturas

Concepção e programação de Miguel Abreu, Madalena Victorino,
Giacomo Scalisi e Inês Barahona

Lisboa, entre o Martim Moniz e a Igreja dos Anjos
(Entrada livre)
10, 11, 12 e 13 de Setembro

Consulte o programa mais detalhado: http://todoscaminhadadeculturas.blogspot.com e http://www.lem-lisboa.org

Alguém tem que se chegar à frente


by Staff Writers
Paris (AFP) Sept 2, 2009

France will roll out a carbon tax on fuel in 2010, starting at 14 euros (20 dollars) per tonne of carbon dioxide emitted, Prime Minister Francois Fillon said in an interview to be published Thursday.

Championed by President Nicolas Sarkozy, the new tax on transport and household fuel is part of France's drive to wean consumers off polluting energies and slash global warming emissions. "We have decided to apply this tax progressively. Starting with the market price of carbon, or 14 euros," Fillon told Le Figaro Magazine weekly. "We will then put in place an independent committee charged with measuring the effects of the policy and proposing adjustments."

France's Socialist opposition has warned against penalising low-income families with a flat levy on fuel, while critics in Sarkozy's camp fear any new tax is political suicide in the current economic climate. In practice a 14-euro carbon tax would add 0.033 euros (0.47 dollars) to the cost of one litre of unleaded fuel, based on previous government estimates. Household heating costs would rise by between 25 and 75 euros per year, depending on the type of building and method used. Fillon insisted that all revenue from the tax -- estimated at some four billion euros (5.7 billion dollars) -- would be handed back to taxpayers, in the form of "green cheques" or tax cuts elsewhere. "I assure you there will be no increase in the obligatory taxes. The carbon tax is about transferring taxation, it is not a new tax," he said.

As far as businesses are concerned, it will be offset by a lower local business tax while households would be compensated via lower income taxes or lower social charges, he said. The tax will not cover electricity, he said, arguing that French power consumption was "overwhelmingly drawn from nuclear power." Based on France's commitment to slash global warming emissions by 75 percent by 2050, a government planel called for a levy of 32 euros for every tonne of carbon dioxide emitted, rising to 100 euros per tonne in 2030. But the government has already said the levy would start at no more than 15 or 20 euros, in order to avoid a consumer backlash.

http://www.energy-daily.com/reports/French_carbon_tax_to_start_at_14_euros_per_tonne_999.html

Muito certo o que a França está a fazer. Assim mudam as coisas e preservamos o Planeta. Agora falta Portugal. Vamos embora!

terça-feira, 8 de Setembro de 2009

Bicycle Film Festival Lisboa

O Bicycle Film Festival é uma celebração da bicicleta pelo cinema, artes e música. É produzido anualmente por uma equipa internacional de entusiastas e pelas células de produção das diferentes cidades, beneficiando do apoio de parceiros e da comunidade ciclística e artística para concretizar os objectivos propostos. Apresenta uma programação dinâmica e transdisciplinar, que visa estimular e inspirar a participação da audiência.

O evento realizar-se-à pela 1ª vez em Portugal, em Lisboa, nos próximos dias 9, 10, 11, 12 e 13 de Setembro. Espera-se que – tal como tem acontecido nas numerosas edições já realizadas – contribua decisivamente para a mudança positiva de atitude relativamente a formas alternativas de mobilidade urbana e, em particular, promovendo as vantagens da bicicleta como meio privilegiado de transporte individual.

Programação do festival aqui: http://www.bicyclefilmfestival.com/?p=lisbon

quinta-feira, 3 de Setembro de 2009

Limpar Portugal

Escrevo para divulgar uma iniciativa civil que está em marcha para limpar Portugal.

Há um ano na Estónia a população conseguiu limpar o país num só dia. As pessoas tiveram força de vontade, organizaram-se, e a mobilização foi fenomenal! Quem ficou a ganhar foi o país. (o vídeo é impressionante: http://www.youtube.com/watch?v=T7GzfMD6LHs)

Agora em Portugal foi lançado o mesmo desafio: "Limpar Portugal" no dia 20 de Março de 2010. Inscrevam-se e divulguem por favor: http://limparportugal.ning.com

O objectivo é ter um país mas limpo, organizado e com menos incêndios! Na imagem ao lado pode ver o elevado risco de incêndio em muitas áreas do país, num dia de Agosto.


Earth Water - Água para todos

Arrancou em Portugal um projecto pioneiro de solidariedade. A água embalada Earth Water é o único produto no mundo com o selo do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), revertendo os seus lucros a favor do programa de ajuda de água daquela instituição.

A nível nacional, a Earth Water é um projecto que conta com a colaboração da Tetra Pak, do Continente, da Central Cervejas e Bebidas, da MSTF Partners, do Grupo GCI e da Fundação Luís Figo.

Com o preço de venda ao público (PVP) de 59 cêntimos, a embalagem de Earth Water diz no rótulo que «oferece 100% dos seus lucros mundiais ao programa de ajuda de água da ACNUR», apresentando, mais abaixo, o slogan «A água que vale água».

Actualmente morrem 6 mil pessoas no mundo por dia por falta de água potável. Com 4 cêntimos, o ACNUR consegue fornecer água a um refugiado por um dia.

http://earth-water.org/


"Todos os dias morrem seis mil pessoas devido à falta de água potável e destas 80% são crianças. A cada 15 segundos morre uma criança devido a uma doença relacionada com a água. Com a criação da Earth Water pretende fazer-se a diferença e melhorar estas estatísticas assustadoras. Ao desenvolver o conceito "You Never Drink Alone" pretende-se criar solução para a falta de água mundial.

AJUDA! DIVULGA!

sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

Sobre a nossa Casa

Falaram-me deste filme e depois de o ver parece-me obrigatório passar a palavra. Chama-se "Home - O Mundo é a Nossa Casa" e expôe de um modo muito simples e objectivo como a nossa Terra tem mudado tanto nos últimos 50 anos.

Durante a viagem de um ano e meio que terminei agora e em que tive a sorte de percorrer os 5 continentes, vários locais por tudo o mundo fora me disseram que a natureza tinha mudado muito nos últimos tempos.

O planeta está a mudar muito. E em pouco tempo. É mesmo verdade.


Melhores Momentos da Volta ao Mundo

Aqui fica o Best Of das fotos e dos vídeos da minha viagem de Volta ao Mundo - 5 de Fevereiro de 2008 a 22 de Agosto de 2009


Todas as fotos da Volta ao Mundo em http://flickr.com/photos/juaumaguiar


Todas os vídeos da Volta ao Mundo em http://vimeo.com/juaumaguiar

Fotos de Portugal

Os melhores momentos da viagem em bicicleta (já vindo Barcelona - Espanha) desde Miranda do Douro, na província de Trás-osMontes até à capital portuguesa Lisboa, atravessando também as províncias da Beira Alta, Beira Litoral e Estremadura.


Link para todas as fotos da Volta ao Mundo em http://flickr.com/photos/juaumaguiar

sexta-feira, 21 de Agosto de 2009

Da Figueira à Nazaré

Saí às 7h da Praia de Quiaios, segui pela estrada junto à falesia da serra da boa viagem, entrei em buarcos e segui pela marginal da figueira. Dificil foi depois entrar na ponte que liga à estrada nacional 109 para leiria. Encontrei um meio, cruzei a ponte, que felizmente tinha um passeio para pessoas e bicicletas, se nao os carros e principalemnte camioes a speedarem a 100km/h onde devem ir a 70, passavam-me a ferro.

Pela N-109 fui até Carriço, onde virei para o caminho esburacado que emboca na Praia do Pedrogão. Praias lindas temos na nossa costa.. e fico muito admirado de as conhecer.. afinal esta viagem é um descobrimento também do nosso país.. Portugal! Neste trecho, um françês com a sua esposa passa por mim de bicicleta e diz-me "bonjour".. pah... em Portugal fala português.. ja estive na frança e haveria eu de dizer bom-dia nas ruas de frança... ou será que tenho ar de françês??? a atitude dos franceses mostra muitas vezes arrogância.. claro que há excepçoes.. mas esta atitude mostra desrespeito pela cultura local.

Bom, mais 4km e estava na Praia da Vieira de onde sai uma ciclovia de 40km directa até à Nazaré - a Ciclovia Atlântica! Assim fui até à Praia de Paredes, onde conheci também na ciclovia uma jovem do País de Gales que anda a viajar também de bicicleta e sozinha desde Peniche até ao Porto. Alertei-a para os carros, que não devem conduzir do mesmo modo que no País de Gales.. e ofereci-lhe um espelho que tinha comprado em Valladolid para subsitituir caso o que tenho já remendado, se estregasse de vez! Já só faltam 2 dias, por isso é só pedir pelo melhor!

Pedalando na Ciclovia Atlântica from João Aguiar on Vimeo.

Segui pela Ciclovia, ou por distração minha alguma má sinalização, apesar de ter seguido as placas para a Nazaré fui parar a Pataias por uma outra cicilovia e depois tive que seguir pela berma da Nacional 242...

Enfim, tudo deu certo e estou agora em casa do Ricardo da rede de hospedagem a viajantes Couch Surfing! ...SUCESSO!!!

quinta-feira, 20 de Agosto de 2009

Até à Figueira

Foram ao todo 133km, um recorde pessoal, desde Viseu até à Praia vizinha da Figeuira da Foz - Quiaios - terra também do meu amigo Gael. Pena que nao estava por cá. Saí bem cedo, 7h da manha da casa do Cristimano, cruzei a Ecopista do Dão, uma estrada apenas para peões e veículos não motorizados que neste momento liga até Figueiró, a cerca de 8km de Viseu, e que no futuro se estenderá até Santa Comba Dão, ao todo 40km. E segui até esse mesmo, destino "Santa Comba" mas por estradas secundárias. A ecopista composta de gente já às 7h da manhã, a passear a pé ou de bicicleta rodeados da natureza, outros a caminho do trabalho.. enfim.. é uma obra de sucesso, e que as câmaras municipais devem construir cada vez mais.

Na Ecopista do Dão from João Aguiar on Vimeo.

Depois de Santa Comba, seguiu-se a subida à Serra do Buçaco. Froam cerca de 200m a subir, desde as duas pontes que cruzam a Barragem da Aguieira. Paisagens bonitas, rodeado de vegetação nacional, verde intensa, diversificada e bem tipica das beiras. O fresco do atlântico já se ia sentindo à distância também, a garganta nao secava tao rapido, e o corpo suava mais. Passei a aldeia do Luso, donde vem a nossa água, e desci a serra até à Mealhada. Fiz uma pausa de 2horas para comer algo (pah... nao comi o tipico leitao da bairrada porque se nao a pedalada até à Figueira ia ser complicada.. fica pá próxima!) e depois descansei num barco de jardim, à sombra das arvores a digerir o almoço e a repor energia para a 2ª metade.


Cruzo Cantanhede, Tocha, e sigo pela Nacional 109 até à Figueira. O fluxo de carros estava intenso mas valeu-me a berma larga onde pude pedalar mais à vontade. Tanta gente a rumar a esta estância balnear no mês de maior lotação, Agosto, deixava-me antever que seria complicado encontrar hospedagem, e não seria baratr. Antes de chegar então mesmo à Foz, a cerca de 5km, virei à direita para Quiaios, onde encontrei um quarto por 10€. Estive hoje na praia e que boa praia.. praias bonitas temos na nossa costa. O mergulho no atlântico foi obrigatório, para refrescar o calor que se vai sentindo no país.

O Destino é Lisboa, e agora sempre pela costa abaixo. PRÓXIMA PARAGEM: Nazaré!

terça-feira, 18 de Agosto de 2009

Trancoso - Viseu

Domingo - 16 de Agosto. Saída às 7h30 da pensao Don Dinis, rumo a Vizeuuuuuuuuuuuuuu - "Indo eu, Indo eu, a caminho de Bizeu.." Pela nacional até Ponte do Abade, e depois Aguiar da Beira. No caminho um camiao otario ate me insulta de ir a estrada. Gente burra mesmo.. o que é que se pode fazer.. dá vontade de ter pedras comigo e partir os vidros a esta gente... mas "melhor nao esquentar" dir-se-ia no Brasil.. BAIEEE... No caminho vi varios ciclistas, em grupo e sozinhos fazendo esta estrada nacional que liga Aguiar da Beira até Ponte do Abade, e depois seguiu assim até Povolide, onde parei para almoçar com o meu camarada jabali Diogo Pessanha (familiar do escritor português Camilo Pessanha!). A sua familia recebeu-me muito bem, com um almoço de salsichas grelhadas, um arroz e salada saborosas, muita conversa sobre a minha viagem, e uma visita à quiajaria da mae do Diogo- "Quijaria Povolide" que produz queijo da serra do melhor.

Pelas 18h chegou um outro amigo, o Cristiano, de bicicleta vindo de Viseu. Iria ficar em casa da sua familia um par de dias para descansar e depois seguir rumo até à Figeuria da Foz e depois Lisboa!

Proximo Destino: Figueira da Foz

Vila Flor - Trancoso

Saída pelas 7h30 da manhã até Trancoso, com chegada às 14h. Subida puxada desde a barragem do Pocinho até Vila nova de Foz Côa, e depois em linha reta até Trancoso, com um pouco de subida dos ultimos 5km .. aí estava rebentado e o cansaço acumulado desde que saí de Barcelona (20 de Julho) vai acusando. Logo depois de ter chegado almocei com os meus pais, que nesse dia seguiam para Lisboa de carro, pois começam a trabalhar 2ªa feira 17 de Agosto. Assim que começámos a almoçar o céu encobriu-se, começou a pingar aos poucos, até que ao fim da tarde, pelas 18hja trovejava a cada minuto. Foi sorte que saí de amanhã. Mas este fenómemo deve ter que ver tb com o alto calor e bastante humidade durante a manhã,e por vezes, ao fim do dia vem uma trovejada.

Fiquei alojado na Pensão D. Dinis (BAIEE). Foram 28€ por noite com pequena almoço incluido.. que nao pude comer por ter saido antes de abrir.. mas prepararam-me um de take-away... VALE. Trancoso, cidade histórica e bonita, mas que pelo cansaço nem conwsegui explorar muito. Ja la tinha estado ha uns anos e tb por isso, achei que nao fooi uma falha! De qq das formas está perto de Lisboa e posso la voltar facilmente num fim.de.semana!

Miranda do Douro - Vila Flor

Saída de Miranda do Douro (onde se fala Mirandês!) pelas 8h30, pois so por esse hora a recepçao do hotel turismo abriu e me puderam dar a bicicleta para as maos (e para os pes tb.. principalmente). Destino - Santa Comba da Vilariça - a Quinta do Barracao da Vilariça - concelho de Vila Flor - terra do meu - trás-os-montes. Uma casa de turismo rural situada no vale da vilaroça o "Vale Sagrado" trans-montano onde cresce um pouco de tudo, antes da epoca e com muita qualidade. muito fixe.. rodeada de oliveiras. recomendada pelo primo para ficarmos por la um par de dias enquanto visitamos Candoso, a aldeia do meu pai.

Saí pela Nacional abaixo, um pouco receoso e com os olhos bem abertos para me habituar à conduçao portuguesa (afinal em Portugal a conduçao é de facto uma MERDA) e ainda com os caes que andam por ai loucos à solta e que vêm atras da bicicleta.. pior quando sao em subidas que nao da para fugir muito depressa... mas nao aconteceu nada....e a conduçao na estrada nem estava assim tao mau como esperava (depois de sentir as tangentes que os camioes portugueses a circular em Espanha faziam à bicicleta). A maioria dos carros respeitam a bicicleta, mas muitos passam tangentes, nao se desviam nem meio metro e claro, que tendo o ciclsta que se deslocar para evitar por exemplo um buraco na estrada, o carro pode facilmente chocar e matar o ciclista (bati agora 3 vezes na madeira). Achei entao por bem ir bem atento ao espelho e antecipar-me aos carros que vinham na estrada, e fazer sinal para se cheguem à esquerda nao me pondo em perigo. Mesmo assim, ainda alguns animais passavm tangente. Os camioes tb, alguns com atitutdes perigosas. Assim foi passando o caminho até Mogadouro. Os meus pais saíram de carro um pouco mais trade de Miranda e encontrámo-nos em Mogadouro para almoçar. Acabámos por indo ao restuarnate Kalifa, onde almoçei um "Rancho",BAIEEE, fazendo lembrar a comida que me serviam na cantina da escola primária... old school boy! Fiquei cheio... em Portugal come-se muito e no norte ainda mais,.... fiquei rebentado e adormeci num banco de jardim da praça central da cidade, ao som do zumbido dos carros tunning de imigrantes que desfilam nas povoações portuguesas no verão. Pelas 16h de volta à estrada - esperavam-me aventuras!

A viagem da tarde ate aqui foi muito bonita, mas dificil pa caraitas!!! de mogadouro ate valverde... beleza! diriam no brasil... sempre a descer, com novo alcatrao, bem arranjada, mas depois de valverde ate meirinhos uma bosta de estrada, costa abaixo e depois costa acima... o clima aqui em tras-os-montes ultra-seco, sempre me deixava a garganta seca em poucos minutos de pedalar, e à minha mae deixou-a com um ligeiro ataque de asma quando ando um pouco umas das subidas ingremes desde ate meirinhos (meirinnnnniiiiii comeee?) chegados la acima a meirinhos, instalamo-nos num bem tipico cafe rural lusitano, que domina a vida social da aldeia sempre com meia duzia de aldeoes sentados à porta a jogar à sueca enquanto o forte calor e a secura trans-montana passavam. Fizemos uma pausa e logo seguimos. Os meus pais de carro e eu de bike, claro.. Depois de meirinhos foi pela nacional ate alfandega da fe.. uma nacional que começou da melhor maneira com um asfalto otimo passando o vale do tua em 3 pontes com vistas espetaculares, mas depois descendo por uma estrada esburacada, monte abaixo... e depois claro... monte acima.. pah.. estava rebentado e tive mesmo que pegar na bicicleta e leva-la a mao.. ia andado e ela vinha comigo que nem um burrinho de carga.. assim foi ate alfandega da fe, com alguns monentos de chuva e trovoada.. mas som o calor, o suor e ar seco que sentia naqueles vales soube bem.

Chegados a Alfandega da Fe, ja o sol se estava a por. Soubemos o caminho para Sta. Comba da Vilraiça, onde uma casa de turismo rural nos esperava, e fomos pela estrada fora. Eu na frente e os meus pais no carro por tras, para iluminarem o caminho... Aqui foi facil.. monte abaixo ate ao vale da vilariça, com piso novo, bem asfaltado, o problema foi so as acentuadas curvas e contra-curvas.. mas AL AHMDULILAH, tudo correu certo, e chegmos à pousada assim que ja se viam algumas estrelas no ceu.

PROXIMA ESTAÇAO: TRANCOSO!