terça-feira, 17 de julho de 2018

Documentário - 18 de julho





















Esta volta ao mundo em couchsurfing, para além de ser contada num livro também é apresentada sob a forma de um documentário que lanço esta quarta-feira, dia 18 de julho. 

No filme podem conhecer os países, cidades e lugares por onde passei. Também entrevistei pessoas, filmei grupos de música e dança e contei para a câmara o que estava a viver em viagem.

O documentário sai amanhã no canal de youtube >> youtube.com/heinzaguiar
e no site do livro >> osmeusdescobrimentos.com

Espero que gostem !

terça-feira, 10 de julho de 2018

Podcast #11 - Perna partida, contratempo

Mais uma semana, mais um podcast :)
O episódio 11 desta volta ao mundo é a continuação do périplo musical pela África do Sul. Tão abundante é o seu talento musical que um só episódio do podcast não chegou... Desde o dançante kwaito aos clássicos dos afropop dos anos 80, passando pelos moçambicanos radicados em Jo'burg 340ml cujo nome homenageia o volume das garrafas de cerveja moçambicanas. E para além de músicas há também relatos de viagem por Bulungula, o Transkei, Garden Route e Cape Town. Sintoniza ! 🎧 Para ouvir carrega no player abaixo ou escuta todos os episódios no site do livro osmeusdescobrimentos.com/#podcast



👉 Alinhamento de Músicas:
- Crónicas de Viagem sobre a África do Sul
- Lenyora by Thebe
- Gravação Sonora - Língua Xhosa
- Crónicas de Viagem sobre a África do Sul
- When you come back by Vusi Masahlela
- Nomalizo by Letta Mbuli
- Crónicas de Viagem sobre a África do Sul
- Don't Matter by Akon - calypso remix
-Tag Mahal by Kwaito music
- Shuffering and Smilling by Fela Kuti
- Crónicas de Viagem sobre a África do Sul
- Hang On To Yourself (rachel) by 340ml
- Doo Be Doo by Freshlyground
- Crónicas de Viagem sobre a África do Sul

👉 Episódio gravado em 2010 e agora republicado a propósito do recém lançamento do meu último livro.

sábado, 30 de junho de 2018

Podcast #10 - Republic of South Africa

Mais uma semana, mais um podcast :) O décimo episódio sobre esta volta ao mundo é uma viagem musical mais aprofundada ao extremo sul de um continente - África do Sul também conhecida como a Rainbow Nation - tamanha a sua diversidade. A música também verte e revela esta amálgama social e sonora. E para além de músicas há também relatos de viagem pelo Kruger Park, Pretoria e Durban. Sintoniza ! 🎧 Para ouvir carrega no player abaixo ou escuta todos os episódios no site do livro osmeusdescobrimentos.com/#podcast



sexta-feira, 22 de junho de 2018

Podcast #9 - Moçambique, que palavra tão bonita!

Mais uma semana, mais um podcast :) O nono episódio sobre esta volta ao mundo é uma viagem musical mais aprofundada a Moçambique, trauteando ao som dos estilos mais contemporâneos como o pandza, o rap ou a passada locais, bem como revisitando marrabentas e kizombas mais clássicas. Pelo som de Ziqo, bem como pela música interventiva e feminista de Didácia, ao rap político de Azagaia ou com os intergeracionais Mabulu, a música deste povo é bonita, prolífica e recomenda-se. 🎧 Para ouvir carrega no player abaixo ou escuta todos os episódios no site do livro osmeusdescobrimentos.com/#podcast

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Podcast #8 - África Austral

No oitavo episódio do podcast sobre esta volta ao mundo em couchsurfing, vamos passear pelas repúblicas da África do Sul e de Moçambique e como banda sonora temos a música de intervenção do Hugh Masekela e a voz tradicional do Caiphus Semenya, nascidas entre a world music e o jazz, também dançaremos ao som do estilo electrónico local - Kwaito - pelos Spikiri, finalizando na lendária música e dança moçambicana - Marrabenta -, ressuscitada para os nossos tempos pela mão dos Mabulu. Sintoniza ! 
🎧 Para ouvir este e outros episódios no site do livro osmeusdescobrimentos.com/#podcast

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Podcast #7 - África Ocidental

No sétimo episódio do podcast sobre esta volta ao mundo, a viagem é feita até à pujante cultura musical da região mais a ocidente de África. Vamos passar pelo Mali, a Guiné-Bissau, o Burkina Faso, o Senegal e Cabo Verde, acompanhados pela majestosa kora de Toumani Diabaté, as vozes de Oumou Sangaré e Habib Koité, os ritmos dançantes e sincopados de Manecas Costa, bem como da excelente worldmusic dos nossos Terrakota, entre outros mais.
🎧 Para ouvir este episódio no player abaixo e todos os outros no site do livro osmeusdescobrimentos.com/#podcast.


segunda-feira, 7 de maio de 2018

Podcast #6 - Entrada no Senegal


Durante esta viagem à volta do mundo fui colhendo dicas, músicas, conversas e entrevistas que depois coligi num podcast. Abaixo fica o sexto episódio, sobre o Senegal e se quiseres escutar todos os episódios basta ir ao site osmeusdescobrimentos.com .


 #omundoénosso 🌍

quinta-feira, 29 de março de 2018

O Velho e o Bar


"Só uma coisa é mais preciosa do que o teu tempo:
com quem o gastas." Leo Cristopher



Cabo Verde foi o lugar para onde viajei pela primeira vez fora dos confortos ocidentais da Europa e da América do Norte. Essa viagem foi com um grupo de jovens com quem fiz um périplo pelas várias ilhas deste arquipélago da Macaronésia. Era ainda miúdo.

E num salão da cidade do Mindelo o tempo lentamente tardava em parar. Eu era quase tão novo quanto os meus sonhos de criança e naqueles instantes o calor abatia-se-nos pelo suor na pele e pela humidade que escorria nas paredes do café.

À mesa falávamos de como era bom estar na ilha mas reparei que ao fundo da sala e de frente para mim, estava o único caucasiano que vira naqueles dias pela ilha de São Vicente. Era um homem já encurvado pela modorra do tempo e do clima, bem como pela idade e pela garrafa de gin que estava sempre ao alcance da sua mão. E ele estava embriagado.
























Ao vê-lo, só me lembrava de todas as imagens que desenhava na mente em miúdo enquanto estudava em casa e lia na escola o clássico "O Velho e o Mar" do Hemingway. A minha professora de português de então, a Maria Teresa Maia Gonzalez numa das suas entretidas e cativantes aulas, já nos ensinara que ele viveu em Cuba. E anos depois, este homem no bar foi o mais próximo que alguma vez encontrei dele. Como um sósia. E por instantes imaginava-o, tal como ao Ernest, mergulhado numa estufa de calor lentificador mas ao invés de Cuba, em Cabo Verde.

O tempo parava para ver, imaginar e viajar, mesmo já fora de portas. E muito provavelmente foi ali que me apaixonei por viajar, permitir-me sentar nos lugares e observá-los enquanto o tempo se dilatava.



João Aguiar

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Locais de Venda



🔔📘 O livro Os Meus Descobrimentos está à venda em:

i) FNAC Alfragide / Algarveshopping / Almada / Amoreiras / Braga / Cascais / Chiado / Coimbra / Colombo / Évora / Faro / Gaia / Guimarães / Lagos / Leiria / Loulé / Madeira / Marshopping / Montijo / Nortshopping / Oeiras / Setúbal / Sta. Catarina / Vasco da Gama / Vila Real / Viseu - www.fnac.pt/localize-loja-fnac/w-4

ii) Lisboa
Livraria Ferin - Chiado - R. Nova do Almada
Livraria Ler Devagar - Lx Factory
Palavra de Viajante - Rua de São Bento
Livraria Ler - Campo de Ourique
Livraria da Cossoul - Santos
Letra Livre - Calçada do Combro
Livraria Papelaria Fonsecas - Intendente
Distopia - Rua de São Bento
Livraria Mais - Rua de Luanda, Parede
Livraria Linha de Sombra - Cinemateca - R. Barata Salgueiro
GATAfunho, loja de livros - Oeiras
Leituria - Rua Dona Estefânia
Livraria Menina e Moça - R. Cor-de-rosa, Cais do Sodré

iii) Porto

iv) Sines - A das Artes
v) Viseu - Livraria Alfarrabista Sidarta
vi) Guimarães - Almanaque 23
vii) Brasil - Livraria Cultura / FNAC Brasil

viii) Portugal - encomendar no site -
osmeusdescobrimentos.com/#compraonline
ix) Para qualquer parte do mundo - através da Amazon - disponível nos próximos dias

A lista completa está também em - osmeusdescobrimentos.com/#locaisdevenda

E o mapa das livrarias está
aqui.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

domingo, 7 de janeiro de 2018

Viagem gastronómica: Saikō em Lisboa

Reportagem ao Saikō
O novo sushi fusão de Lisboa

Resumo da Experiência: Este é o novo lugar no "business district' de Lisboa onde se serve Sushi de Fusão. Mas aqui mais do que a amálgama sensorial a que vários alfacinhas já se habituaram serve-se originalidade gastronómica com toques de Brasil, África, Ásia e Europa. E assim neste cantinho acolhedor do Campo Pequeno conseguem cabem quatro continentes. No final, o paladar sai satisfeito. De ressalvar que ao almoço há menus mais em conta que são de aproveitar. Até porque o preço na ementa, em geral, é para um segmento caro da restauração mas a qualidade dos produtos servidos bem como o trato e a forma da arte de servir justificam o preço. Ideal para negócios, jantares românticos - e atenção que vai haver uma promoção no dia dos namorados - e viagens gastronómicas sem sair da mesa. Bem-vindos ao Saikō.



Reportagem Completa
O novo sushi do "business district" de Lisboa

A convite da Rita e do Tiago que gerem o Saikō (leia-se "saikô") com o apetite já aguçado fui até este novo canto gastronómico da cidade. Lá sabia que iria provar um sushi inovador mas nesta casa, mais do que o sushi, o próprio conceito, o espaço e as pessoas são uma agradável e harmoniosa fusão.

Logo à chegada, como tínhamos mesa marcada, o Jorge, simpático e profissional empregado de mesa, abriu-nos a porta com um sorriso na cara convidando-nos a entrar e dizendo "Estávamos à sua espera Sr. João". Ora começando desta forma auspiciava-se desde logo uma agradável tarde de repasto. No serviço de mesa fomos atendidos pelo Lucas que ao longo das duas horas e meia seguintes nos serviu comida em formato de longa-metragem. Sim, isto foi uma autêntica maratona... Mas daquelas em que se corre por gosto. Até porque a gastronomia japonesa é, logo depois da nossa, a mais singular em todo o mundo. Quem não tem curiosidade para a degustar? Mas por trás dos funcionários do Saikō Campo Pequeno, bem como de toda uma equipa de cozinheiros, ajudantes de cozinha e lado a lado com os gestores (infelizmente a Rita nem o Tiago lá puderam estar neste dia), está o grande motor da casa (e no sentido mais literal também, já perceberão porquê). Então passo agora a apresentar-vos o Chef Péricles Lacerda. Este profissional, já com ampla experiência na área do sushi em Portugal (Zutchi, Tamagoshi, Sushimoto e Rio's), nasceu em Salvador da Bahia e como diz o próprio "Sou brasileiro mas fui criado no Estoril". Indica-nos ele também que o "Saikō é fusão, não é confusão!" O que faz todo o sentido tendo em conta o ar "clean", agradável e convidativo com que este restaurante nos brinda o olhar. Outra frase ainda que ele costuma dizer é que o "Saikō não vende sushi, mas vende sim a experiência".

E posto isto, vamos agora ao que ao que mais interessará aos leitores desta review na zomato... A comida: Começámos por pedir um chá. Até porque num restaurante de inspiração asiática o que mais poderia ser? Veio então o "sencha", um chá verde típico do Japão preparado com as folhas em contacto directo com a água quente, em oposição ao chá em pó também por lá utilizado. De sabor forte, com um travo amargo próprio desta folha oriental (que ressalve-se ainda cresce em Portugal, na ilha de São Miguel, para cá trazida a 1877 pelo mestre da arte de preparar chá, Lau-a-Teng). Mas como gosto deste chá servido numa malga ampla, com ar de ter vindo do Japão bem como o bule, e que nos permite beber descontraidamente e sem que metade do líquido se entorne não sabemos nós ou pouca gente saberá o porquê! O bule é sólido de ferro escuro esculpido geometricamente. E tudo encaixa neste espaço também ele de fusão com motivos árabes da praça de touros, bem como asiáticos. O jardim vertical é também um elemento engraçado e traz (mais) um toque de feng-shui ao espaço. E o bonsai à mesa no seu vaso com o nome do restaurante olha sobre nós o tempo todo. E como fica bem.

> "Saikō é fusão, não é confusão!" - Conta o Chef Péricles

Se antes das sopas se molham as bocas, como por cá se diz. Vou arriscar fundir umas palavras para deixar escrito que com os vossos pratos nos deixaram estupefactos. De uma apresentação irrepreensível. Nem um pequeno desvio de um molho havia. Nota máxima (nem sei se escrever Nota 20, como em Portugal, ou "Nota Deiz", como se diz no outro lado lusófono do Atlântico Sul. Bem, e assim começou provavelmente o mais belo desfile de sempre da gastronomia sushi dos últimos tempos. A marcha alimentar propriamente dita começou com as entradas. Algo surpreendente aí viria, claro. Veio então um prato com duas folhas de endívias recheadas com pasta de salmão, saborosíssimo aliás. E ladeadas com uma porção de pepino marinado e vagens de soja. Estas últimas podem ser revistas, acredito. Pois, por serem muito fibrosas, são difíceis de mastigar. E julgo não ser o único com esta opinião. Um pequeno reparo apenas. Mas saudáveis, lá isso as vagens de soja são.

















Seguiu-se o Ebi Especial Saikō. E que prato... De longe, e não desmerecendo os restantes, foi o meu preferido. E eu que nem sou grande apreciador de camarão. Mas isto estava genial. Mesmo. Julgo que o Chef Péricles fez este golpe gastronómico logo início para nos deixar meio que imobilizados ("vide" a nota final desta reportagem sobre a veia desportista deste chef). O camarão veio enrolado e com ovas do peixe japonês "massagō" em cima. Ladeado no prato pelos molhos "kimuchi" (vermelho) bem como a maionese do chef. E vem claro o gengibre que, em pleno inverno também serve para reforçar o sistema imunitário. Aconselho. Depois veio o Hakusai (não confundir com Hokusai... esse grande pintor japonês do qual recomendo conhecer a obra). Neste prato é servido salmão envolto em couve-lombarda, com molho de maionese, no final salpicado com milho torrado, aqui sim, algo bem baiano, brasileiro, do sertão e interior deste país onde existem tantos outros países. Adorei este prato! Incrível, mesmo. Nota dez, vinte ou cem... conforme a escala. Nota máxima, caros leitores. Isto vale mesmo a pena e pode mesmo até ser um expoente máximo do sushi de fusão lusófona. Um bela mistura e de "fusão mas sem confusão", pois os gostos combinam de uma forma divina. O quarto prato, e ainda a procissão ia a meio..., foi o "Soft Crab", explicou-nos o Lucas. São os rolos de sushi envoltos na alga marinha, mas preparados com caranguejo. E de novo, não sendo eu apreciador de caranguejo, isto está tão bem preparado que é impossível não gostar. Já na recta final veio um prato assaz original. Ovo de codorniz envolto em salmão cozinhado e com ovos de massagō no topo, e vieiras abraçadas por salmão abraseado. No mínimo original, e na verdade, muito saboroso. Principalmente o ovo de codorniz.

















No fim, e ainda antes das sobremesas (e que tabuleiro... já lá vamos!) foi-nos servido um prato com rolos de sushi com camarão, frito ao estilo tempura, e com salmão abraseado no topo. E repicado com molho agridoce tarê (também conhecido noutras latitudes como teriyaki). Muito fixe, mesmo. Então, para rematar, e como golpe final, vieram as sobremesas. E ainda algum espaço no trato digestivo lá se encontrou, para poder degustar esta irresistível mistura (depois da fusão) de comidas doces. Havia gelado de chá verde. Eu gostei. Mas fica desde já o aviso à navegação de que é um pouco azedo mas o chá verde é assim mesmo. Para quem o aprecie na chávena, pois deve provar este gelado que para mais é artesanal. Com ele, vinha também outra bola de chá de sésamo. Saborosíssimo também. E repito: para quem gostar destas sementes, então não hesitem em espetar a colher na tacinha. Para além disto, a tarte de lima é óptima. Bem como a mousse (embora confesse... a da minha mãe é a melhor do mundo e isso nunca será negociável!) A mousse de maracujá estava divinal e lembrou-me das que comi de facto no Brasil onde o maracujá é fresquíssimo, embora também o tenhamos na Madeira. E para os/as apreciadores de cheesecake, não sendo muito o meu caso, informo-vos que as de frutos vermelhos e de caramelo, nesta casa são especiais. Avançem para elas.

E fusão é isto. Para mais, em português. Como tal só tenho a recomendar este restaurante. No final desta "experiência", mais do que o sushi ser de fusão, a vida neste restaurante é de fusão. A começar pelo lugar que é um sushi numa praça de touros, ao Chef Péricles que, como diz ele, é "baiano mas criado no Estoril". Ao amável casal formado pela Rita e o Tiago que adoram viajar. Ao Jorge, oriundo de Angola, das periferia de Luanda e a viver em Lisboa há já mais de dez anos, ao Lucas que tão português que é o seu sotaque, ninguém diria ser ele nascido no outro lado do Atlântico Sul junto a uma das maravilhas da natureza, a Foz de Iguaçú. Mas maravilhosas foram as comidas que esta equipa toda do Saikō nos preparou e trouxe à mesa. Obrigado e muito respeito têm de mim. Fica então um especial reconhecimento, para além da originalidade dos pratos aqui servidos, também a todo o trabalho de pesquisa feito em torno da comida e da decoração japonesa, calculo eu ter sido pela Rita e o Tiago, para além do Chef Péricles, que aporta ainda mais autenticidade ao restaurante. É uma fusão mas que não perde as suas raízes da terra do sol nascente.

E não posso terminar sem desvendar o mistério do motor... Há que destacar ser o Chef desta casa, Péricles Lacerda também um vice-campeão europeu de jiu-jitsu em 2005, e ser também praticante de motociclismo de competição, tendo ganho já a Copa Dunlop Motovale. Não que eu seja um apreciador dos desportos motorizados nem muito menos violentos, que não sou. Antes pelo contrário, mas este baiano que passou pelo "sushimoto" tem de facto histórias para contar devido à sua veia gastronómica, desportista e empreendedora. Tem os meus créditos por isso. De ressalvar também os planos de expansão já em andamento do Saikō para Madrid e Miami. A poucos meses de este grupo de restauração completar um ano de existência, é admirável saber de tais planos. Pois cá estaremos à espera dessa notícia. E já que os portugueses levaram os peixinhos da horta, hoje em dia transformados em "tempura" então, estes portugueses podem muito bem levar o melhor sushi de fusão lusófono para estas paragens. Só não entendo é porquê diferenciarem Lisboa de Estoril. Se o último é também parte da Grande Lisboa. Eu diria a nível internacional e para o resto do nosso país que estão em Lisboa, Madrid e Miami. E em Lisboa diria que estão no Estoril, Campo Pequeno, Madrid e Miami. Julgo que fortalecendo a cidade temos todos a ganhar. Apenas esse reparo no impressionante relevo do vosso logótipo nas escadas. Então resta-me desejar um feliz 2018 a este restaurante, mais uma vez apelar a que Lisboa venha ao Saikō. E a que, como dizia na TV o Chef João Carlos Silva, façam o favor de ser felizes! De preferência no Saikō!

Saikō Campo Pequeno Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Lançamento de Os Meus Descobrimentos

















📕 Próximo Sábado, 16/dez às 17h





Foram dez anos para até aqui chegar. A viajar, escrever, sentir e planear. E, sem dar por isso, fiz aquilo que é um livro. Compêndio de momentos, estórias, pessoas e lugares, que juntos fizeram esta viagem. Périplo na Terra, que afinal é mesmo redonda - e ainda há quem ache que não

Este livro é feito de tempo, dedicação, carinho e pensamento. Também o quis fazer de uma ponta à outra, por mim mesmo, sem interferências de terceiros ou editoras. Afinal de contas, o livro é em si mesmo, um trabalho e quando o passamos a outros para o finalizar, a obra despersonaliza-se. Para evitar isso, contei com a colaboração de pessoas que traduziram o que queria e com as quais, em conjunto, finalizei Os Meus Descobrimentos.

Eles estão agora a nascer. A ver a luz do dia e uma vida nova começar. De repente, Os Meus Descobrimentos deixarão de ser meus. Até porque nunca os imaginei assim. Que sejam nossos. Vividos por mim, mas partilhados em conjunto. 

E é curioso como uma longa estrada, de novo, jaz adiante. Vamos então descobri-la.


João Aguiar

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Reserva o teu exemplar










📕 Os Meus Descobrimentos
 

🌐 Volta ao Mundo em Couchsurfing
🌐 Lançamento em dezembro/2017
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🌐 www.osmeusdescobrimentos.com


quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Livro em Pré-encomenda


📕 Os Meus Descobrimentos
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Couchsurfing
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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Engenheiro da Aldeia

Estávamos no mato de Moçambique, algures entre as províncias de Gaza e Inhambane. Um jipe viajava em missão de reconhecimento e levantamento de necessidades energéticas das aldeias nesta região. Um dos ocupantes era o Osvaldo, funcionário da fundação estatal que atribuía energia a localidades remotas do país. O outro era eu, a conduzir a viatura, funcionário duma empresa portuguesa que instalava os sistemas de energia renovável nessas aldeias. A paisagem era de árvores e mato denso. E as estradas não eram bem estradas, porque apenas havia dois sulcos paralelos recortando a paisagem, de onde aflorava areia, a essência escamoteada daquelas terras. Ali ao lado, a cerca de cem quilómetros estava o Kruger Park, o mais famoso parque de vida selvagem, com uma natureza tão bela e virgem quanto perigosa e mortal. Por mais que estivesse relaxado e focado nesta missão entre mãos, imaginava a possibilidade de nos cruzarmos no jipe com animais como leões, uma manada de elefantes enfurecida, rinocerontes, ou cobras, e quantas havia lá naquele país. A viagem prosseguia incessante e cronometrada. Depois de passar as aldeias de Mabote e Machaíla, conduzia a caminho de Chigubo. Era uma missão com prazos apertados, e uma gestão constante do combustível, horários, quilometragem, recursos alimentares, etc.


Nessa estrada, a certo ponto, soltou-se um estrondo ribombante a partir da parte esquerda do jipe, uma Mahindra, de fabrico indiano, ao mesmo tempo que a direcção do jipe ginou para a esquerda. Valeram as linhas fundas que faziam a estrada, por onde as rodas deslizavam, que mantiveram o jipe no trajecto. Saindo cá para fora, vi que o jipe estava com a roda de trás em baixo. E isto por causa de um tronco tombado na estrada, mas que por não estar completamente chegado para fora, a ponta ainda foi suficiente para embater na jante e assim abrir uma valente fuga de ar, por deformação de um aro da roda. Com o apoio do Osvaldo, martelei aquilo com veemência, usando chaves metálicas pesadas que vinham com o jipe. E o aro da roda ficou mais redondo, apesar de não estar fechada a saída de ar. O suficiente para seguir viagem pelo menos.

A população mais próxima estaria a cerca de uma hora de caminho, pela savana. Seguimos em frente. Não havia indicações, sinais nem quaisquer marcas rodoviárias. E claro, se nem estrada havia sequer. Tudo o que havia eram duas linhas paralelas que se tocavam num ponto de fuga, preso no infinito, assim como toda a restante savana. Mas por outro lado, só havia uma direção a seguir, e era difícil perdermo-nos se a viatura seguisse essas marcas. Enfim, atravessámos a mata densa e plana até ao limite da vista, para de repente se ver o firmamento moçambicano celeste que tão belo combinava com o sol radiante e tórrido africano. Finalmente uma aldeia. Primeiro uma escola, depois um conjunto de cabanas, simples, espartanas, de lama e palha, um pouco mais à frente. Ali ao lado um pequeno largo central daquela aldeia. Parei o jipe na entrada da escola. Com uma arquitectura de escola do período colonial, igual àquela em que o meu pai estudou, e a tantas outras espalhadas por Portugal e pelo antigo mapa colonial lusitano. Perguntei a um professor se conhecia alguém que nos pudesse arranjar a roda do jipe. Apanhados de surpresa, ele e a sua classe, ao que me pareceu, do ciclo primário, ficaram a matutar por instantes, para depressa o professor indicar o nome do Senhor Valter, a viver ali a poucos metros da escola. A aldeia era pequena, e por isso, lá chegámos depressa. No caminho as pessoas curiosas, acenavam, sorriam, aproximavam-se. Mas na correria para cumprir os prazos todos, e acima de tudo voltar com o jipe inteiro a Maputo, não houve o tempo para socializar. No pior dos casos, contudo, voltaríamos à boleia ou de "machimbombo", os autocarros locais. Por isso, haveria sempre solução, e uma estava para chegar.



Da casa que procurava brotaram logo à vista: uma grande antena metálica, com cerca de vinte metros de altura; um espaço aberto à entrada da casa com uma cobertura, e com utensílios de trabalhar madeira em cima da mesa, onde se viam móveis em construção. Ali havia espaço, algo que naquele país aliás havia com fartura, pleno de terra, área e vastidão. E as crianças brincavam cirandando entre umas mesas que estavam em torno da grande antena, provavelmente para sinais de baixa frequência, e o ateliê. Envolvendo este cantinho da aldeia, ondas sonoras brotavam de um rádio em cima das mesas cobertas, de onde se ouvia uma voz informativa da rádio, ainda que com o som familiar mas também incómodo, da desintonia analógica do antigamente que rarefaz a emissão devido à imensa distância que separava a recepção da estação de rádio. Enquanto me distraía com a magia da rádio, uma senhora, parecendo a mãe dos miúdos, aproximou-se de mim, e daí a aparecer o Valter, foram segundos, tendo ela ido chamá-lo. Com um fato de macaco azul náutico, um lápis encurtado pelo uso, pendurado no tubérculo da orelha, e uma carapinha africana já um pouco crescida, de quem é despreocupado com o cabelo, chegou o senhor. De semblante empático, tranquilo e disponível, ouviu a situação, e de poucas palavras, foi buscar numa casa de madeira ali anexa, os utensílios que considerou necessários. Ao abrir a porta desta barraca, caíram coisas cá para fora, em cima de nós. Só um, o Valter lá podia entrar, pois tamanha era a acumulação de todo o tipo de engenhos e materiais, não saberia ele para que momentos dariam jeito, mas que sendo tantos jorraram pela porta. Neste manancial de parafernália acumulada, ele saiu de lá com um martelo e uma bomba de ar, e com o adaptador certo. Pois, como para quem enche uma bicicleta, ter a peça adaptadora errada, deixar-nos-ia sem poder desfrutar daquelas rodas.

Os miúdos da escola já estavam todos cá fora em torno do jipe, e quando tirámos a roda do jipe, ainda mais miúdos se acercaram. Com o ângulo certo para usar a bomba de ar, o seu êmbolo deslizava lento e compassado, comprimindo o ar, preso naqueles cilindros. Para encher melhor, há que o fazer com calma. E assim foi, durante uns quinze minutos, em que voltámos a insuflar o pneu daquela roda. Aquele engenheiro ad-hoc da aldeia, salvou o momento, por ter aquela bomba algures perdida, saber usá-la como ninguém e por se ter disposto a fazer tudo isto pela genuína hospitalidade. A viagem podia seguir, com a roda martelada e enchida. Não deixando de pensar que nas aldeias, nas pequenas comunidades e grupos, há espaço para uma pessoa se realizar a si mesma e contribuir para o grupo social, como sendo o engenheiro, o reparador de problemas, que guarda utensílios, faz móveis, capta os sinais de rádio oriundos de centenas ou milhares de quilómetros de distância. Há necessidade deste conhecimento, há reconhecimento pelo seu trabalho e as mulheres da aldeia apreciavam estas valências, reparava. O meu pai também é assim, um engenheiro auto-didacta, sem qualquer diploma, mas uma vasta experiência em mecânica e electrónica, aprendida pela necessidade, em estaleiros da guerra colonial. E algo disso terá passado para mim. Mas naquele dia faltou-me equipamento. Felizmente havia um engenheiro da aldeia com uma bomba de ar por perto. Porque, na minha opinião sempre há espaço para um, até onde menos esperamos.

João Aguiar

terça-feira, 18 de julho de 2017

Capa no prelo


🔜 Livro sai em Outubro 📕
🌐 Os 5 continentes🌐 Portuguese Riders Crew🌐 www.osmeusdescobrimentos.com📷 Fotos: da minha autoria e estão licenciadas com cc by-nc-nd

segunda-feira, 22 de maio de 2017

No Meio do Mar Plantados


Ainda hoje me espanto com a ideia de que a mil e quinhentos quilómetros a oeste da costa continental portuguesa, existe um outro Portugal. Uma outra dimensão do país que é, inesperadamente, uma extensão ou realidade paralela, nunca deixando de ser parte do todo. Os Açores são um Portugal tão português quanto o restante, mas que de um modo tão surpreendente quanto interessante, aportam uma diversidade, dimensão e profundidade únicas ao país, afinal não somente, à beira-mar plantado.

Aterrar no aeroporto da ilha de São Miguel, João Paulo II, é um momento belo e apreciável, pela paisagem viva e verdejante envolta, que ornamenta os vários promontórios que avistamos, assim como pela cidade de Ponta Delgada aposta, que nos enche a vista quando lá aterramos ou levantamos voo. Chegados, dá-se outro valor ao aeroporto Humberto Delgado, mais sofisticado, complexo e portentoso, como não poderia o deixar de ser também, pela sua localização na capital. Em oposição, nestas ilhas atlânticas não passam tantos voos, mas não deixa de haver uma estrutura aeroportuária funcional, agradável e aconchegante, que nos acolhe no início da viagem.

Quando lá voei, ia abrir, a potenciais compradores, a porta de uma casa que estava à venda. E isto no lado oposto da ilha, a Ponta Delgada, o que me permitiu então calcorrear uma parte do seu território. Fui até Santo António, a Calhetas, onde pelo caminho, em Capelas, pude vislumbrar uma formação rochosa na recortada encosta da ilha, e que ao longe se confundia com o perfil de um elefante a distender a tromba à água oceânica. Depois seguiram-se os Fenais da Luz, assim como a freguesia de Rabo de Peixe, onde sobressaíam a pobreza, o consumo de droga e, em última análise, a degradação da vida, sendo estatisticamente aquela a freguesia mais pobre do país. De seguida, pude conhecer as furnas, junto à Lagoa do Fogo. E se a intensidade da clorofila por lá é distinta, e se esta cor é símbolo de esperança, então por lá mais haverá. Por várias vezes, nesta ilha, dava por mim a recordar-me da Irlanda, e do intenso e carregado manto de relva que a cobria. Os Açores lembram-nos disto.

Outro mistério que pude desvendar nesta ilha, é o sotaque micaelense. De onde virá este fechamento arredondado das vogais, impelido por um contorcionismo vocal das sílabas? Vem da França, pasme-se! Pois, no início da colonização desta ilha vieram vários franceses para a povoar, em conjunto com os portugueses. Outras ilhas, por terem sido colonizadas de outras formas, por exemplo a do Faial, que foi por portugueses e holandeses, deram origem a sotaques distintos neste arquipélago (e tudo isto, em última análise, comprova as teorias de Darwin...).














No regresso a Lisboa, passaria pela Terceira mas devido ao mau tempo no Atlântico (indicava a metereologia), fomos obrigados a pernoitar pelas ilhas. Numa oportunidade única e imprevisível, cruzei-me no hotel pago pela companhia aérea, com o companheiro de causas sociais, o Tito de Morais. Mesmo tão distantes do continente, haveríamos de nos encontrar, a caminho do pequeno-almoço, nos preparos finais para ele ir para a escola onde iria prelecionar, e eu para ir até às Lajes, a caminho de casa. Nesta estadia inesperada, foi também possível calcorrear a Praia da Vitória, que até então apenas conhecia da avenida do Saldanha, onde anos a fio, adorava ir ver os filmes de bollywood e os ciclos da Zero em Comportamento, no já encerrado Cine-estúdio 222. Nesta vila, o sotaque era já padronizado, que tamanha alteridade para o que ouvira horas antes em S. Miguel, me deixou tão curioso e atento, quanto amalgamado. Nesta terra insular, é comum ouvir os locais vangloriarem-se de ser aquele o lugar, durante os últimos cinco séculos, mais português foi, pois aquando da ocupação filipina no continente, o então rei, ainda que por pouco tempo, D. António (Prior do Crato) instalou-se na Terceira, tendo mesmo lá sido instalada a Casa da Moeda. O nome Praia da Vitória, é, também ele, devido a um outro singular episódio da nossa história coletiva, no qual, os liberais liderados por D. Pedro, fizeram sucumbir as tropas absolutistas, do seu irmão D. Miguel. A batalha ocorreu lá, e saindo vitoriosos os primeiros, que depois reinaram o país, ficou assim o nome da localidade.














Os Açores são ilhas diversas, inesperadas e que nos sublimam os sentidos. Compostos por paisagens vivas, feitos de história, e de um sentimento díspar pela terra e pelo mar, são um novo país dentro de Portugal, e agora tanto ao mundo descerrados, que devem ser conhecidos, porque estão ali para nós, no meio do mar, plantados.


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Tranquilidade


É a certeza no futuro
de um desenlace ao nosso agrado.
É conseguirmos ver no escuro
mesmo de peito escudado.


É o que sentimos ao ver o oceano
e sentirmo-nos parte dele.
Porque nos invade os sentidos
como se estivéssemos a vivê-lo.

É ouvir a música que acalma,
encerrando os nervos da alma.
Que por segundos, minutos ou horas
nos traz a mente ao espírito, sem pressas nem demoras.

domingo, 14 de maio de 2017

Acreditar ou partir

Engraçado como a história se repete. Ou talvez não... Cem anos depois do milagre de Fátima, e num só dia, o Papa esteve em Portugal, o Sport Lisboa e Benfica sagrou-se tetracampeão nacional de futebol, e, surpresos, admitamo-lo todos (ainda que por uma sistémica descrença nacional), ganhámos a Eurovisão. Para mim, contudo, as duas vitórias não foram surpresa... talvez devesse começar a apostar online

Toda esta conjugação de eventos poderia ser apenas uma coincidência, ou algo de divino. Mas não, cá para mim, não foi uma coisa nem outra, pois a energia anímica vertida sobre a sociedade portuguesa, derivada do primeiro dos três factos, potenciou os outros dois. E interpreto que o Benfica alcançar o "tetra", até seria expectável, mas o Salvador (e lá está a simbologia messiânica do nome, para mais a 13 de maio de 2017) vencer a Eurovisão, caros crentes... desabafem e assumam que isto pode ser considerado milagroso. Talvez seja a reedição dum hipotético milagre que sucede de cem em anos, neste dia, deste mês. E é também curioso que em 1917 as aparições foram largamente adoradas (e instrumentalizadas) na Rússia, em ano de revolução bolchevique, e que à época englobaria Kyiv, (cujo território estaria contudo em disputa) e agora, sucede a vitória do concurso da Eurovisão numa simetria inversa. 

Portugal é hoje em dia, ainda que de um modo escamoteado, um dos países mais católicos e religiosos, do mundo. Pelo que o vigor de um estado laico por cá é questionável. Talvez se verifique um pouco, porque as leis assim o ditam, ou até porque o primeiro-ministro descende de hindus, e esse respeito por esta diversidade transmitir-se-á, em parte, na pesada estrutura vertical da sociedade portuguesa. Lembremo-nos também que Portugal tem a cruz de Cristo estampada seis vezes na sua bandeira... No fundo, a explicação para esta pseudo-laicidade, reside em, por um lado, o "estado laico" ser um princípio republicano francês e em, uma vez mais, termos copiado um conceito legal sem perceber a sua validade por cá, e, por outro lado, em Portugal a religião ser tão estruturante à população, que então, restar-nos-á aceitar esta extrema e inevitável religiosidade, ou partir para outro lugar. Pois não acredito em milagres.


















Fotografia: Sintra.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Motivação

Motiva-me o amor, a paixão
O tempo e a ausência de idade
A vida no campo e na cidade
Assim como o mar e a insularidade.

Movem-me o espaço, a geografia
Os valores e a cidadania
O humano e a humanidade
O humanismo e a verdade.

Se um poeta é um fingidor
Eu não rimo nem sinto
Mas como me comovo e emociono
Eu sou poeta e não minto.