quarta-feira, 5 de agosto de 2026

A Cidade que Expulsa os Seus Próprios Filhos - Artigo de Opinião

Artigo sobre a crise da habitação em Lisboa, publicado na revista Visão.



Como Lisboa se tornou no pior caso de habitação da Europa — e quem está a lucrar com isso


Lisboa tem hoje o rácio renda-salário mais elevado de toda a Europa. Um T1 no centro de Lisboa exige 116% do salário médio líquido — mais do que qualquer outra cidade europeia analisada, incluindo Istambul (102%), Londres (75%), Madrid e Barcelona (74%), Milão (72%) e Paris (45%).



Não é exagero retórico. É aritmética. Em Lisboa, um salário inteiro não chega para pagar a renda de um T1. Sobra menos do que zero.


O mesmo padrão repete-se na compra de casa: o rácio preço-rendimento de Portugal no índice da OCDE atinge 158, muito acima da média da organização (116) e da generalidade dos países europeus — Espanha está em 117, França em 94, Alemanha em 107.





O fosso que ninguém quer admitir


Na última década, os preços da habitação em Portugal subiram quase 240%. Os salários médios subiram cerca de 59%. Os preços cresceram a um ritmo quatro vezes superior aos rendimentos.


E o pior: nem isto é recente. Entre 2000 e 2024, a produtividade real por trabalhador em Portugal cresceu de forma consistente — mas os salários reais ficaram sistematicamente atrás, com um fosso que nunca fechou em duas décadas. Produzimos mais. Ganhamos relativamente menos. E pagamos cada vez mais por um tecto.



O motor por trás da subida: turismo sem fim à vista


Um novo estudo da New Economics Foundation, em parceria com a Transport & Environment, projecta que o crescimento previsto do tráfego aéreo entre 2026 e 2031 vai continuar a empurrar as rendas para cima em toda a Europa — mas Portugal está entre os países mais penalizados. A modelação aponta Portugal com subidas anuais de renda próximas dos 200 euros, num patamar comparável apenas à Irlanda, Espanha e Grécia, os quatro países mais afectados de todo o continente.


O estudo confirma ainda algo que os trabalhadores portugueses já sabem na pele: o turismo contribuiu ligeiramente para o emprego, mas não fez subir os salários. A maior parte dos benefícios económicos está a ser absorvida por grandes empresas, não pelas pessoas que vivem e trabalham nos destinos mais procurados.


E aqui chegamos ao verdadeiro problema estrutural: Portugal tornou-se num dos países europeus mais dependentes do turismo como fatia do PIB, muito acima da média do continente. É uma dependência perigosa — e, mais do que isso, é preguiça de estadista.


Portugal tem uma posição geoestratégica privilegiada — porta atlântica da Europa, ponte histórica e linguística com África, América Latina e a lusofonia global, fuso horário favorável para negociar simultaneamente com os dois lados do Atlântico. É um país com condições para construir uma economia diversificada, com indústria, tecnologia, logística internacional e serviços de alto valor. Em vez disso, sucessivos governos escolheram o caminho mais fácil: vender o país a metro quadrado, apostar tudo na machine do turismo e do imobiliário, e transformar Portugal num parque temático para quem visita — à custa de quem cá vive.


Não é fatalidade geográfica. É opção política. E foi feita, ciclo após ciclo, porque dá resultados imediatos nas contas públicas e nas fotografias de campanha, sem exigir nenhuma visão estratégica de longo prazo. O preço dessa preguiça está agora estampado nas rendas de quem trabalha em Lisboa e não consegue pagar onde mora.



Quem está a comprar Portugal


Enquanto os salários estagnam, o número de super-ricos em Portugal dispara. Portugal tinha 1.462 indivíduos com património líquido superior a 25 milhões de euros em 2021. Em 2026, esse número deverá atingir 2.187 — um crescimento de quase 50% em cinco anos, segundo a Knight Frank.


Uma parte significativa destes ultra-ricos são estrangeiros atraídos por incentivos fiscais como o regime de Residente Não Habitual e os vistos gold. Mesmo com restrições recentes a estes programas, os analistas da Knight Frank estimam que as alterações vão abrandar a procura internacional, mas não a eliminar.


Não é coincidência. É um modelo de negócio nacional, executado com sucesso. Só que o produto vendido é o tecto sobre a cabeça de quem aqui nasceu.



A fuga organizada dos mais qualificados


Enquanto Portugal atrai capital estrangeiro, perde os seus melhores. Cerca de 30% da população portuguesa que emigra tem qualificações superiores. Em 2024, a Suíça consolidou-se como primeiro destino com 12.388 entradas, seguida de perto por Espanha com 11.332 — sendo que Espanha e Suíça têm alternado a liderança nos últimos anos.


A Espanha em particular tornou-se um destino cada vez mais competitivo para jovens portugueses qualificados. Entre 2015 e 2025, a percentagem de jovens espanhóis entre os 15 e 24 anos com contrato temporário caiu de 70,4% para 44,4% — uma redução de 26 pontos percentuais, fruto de reformas laborais que mostram ser compatíveis com criação de emprego e melhor desempenho económico. Em Portugal, a redução foi menor — 18 pontos percentuais no mesmo período.


O resultado é visível nos números: o salário médio mensal ajustado a tempo completo em Portugal era, em 2024, de 2.068,2 euros — menos 1.249 euros do que a média da União Europeia, fixada em 3.317,3 euros. Portugal apresenta também uma produtividade por trabalhador de apenas 48 mil euros, claramente abaixo da média europeia de 74 mil euros.


Os jovens portugueses não estão a sair por capricho. Estão a fazer contas — e Espanha, com reformas laborais reais e salários mais competitivos, está a ganhar.



O custo de exportar quem formámos


O custo para o Estado é mensurável: Portugal perde cerca de 4,7 mil milhões de euros por ano em receitas de segurança social e cerca de 2,3 mil milhões em IRS. O custo de substituição dos 194.000 portugueses com ensino superior que emigraram na última década ascende a 18,7 mil milhões de euros.


Um estudo apresentado na Assembleia da República em Março de 2025 vai mais longe: o regresso de quase 200 mil licenciados que emigraram entre 2012 e 2021 permitiria aumentar a taxa de crescimento do PIB em mais de 0,6 pontos percentuais e antecipar em 10 a 14 anos a convergência com a área do euro e a UE. Em cenários de maior intenção de emigração entre estudantes, as perdas projectadas chegam a 45 mil milhões de euros em receita de IRS, 7 mil milhões em impostos indirectos, e 61 mil milhões em contribuições para a segurança social.


Pagamos a educação. Exportamos o retorno. E ainda chamamos a isto "abertura ao mundo".



Quem vai ficar?


Aqui está o corolário brutal que ninguém quer enunciar em voz alta.


Quem vai ficar num país que expulsa os seus próprios filhos — os mais qualificados de sempre, formados com investimento público, que partem porque o país não lhes oferece nem casa nem salário compatível com o que produzem?


Quem vai ficar num país que não retém os imigrantes que precisa, porque a procura desenfreada por habitação, alimentada por capital internacional, empobrece toda a gente — nacionais e imigrantes por igual? 28,9% dos estrangeiros residentes em Portugal estão em risco de pobreza ou exclusão social, quase 10 pontos percentuais acima da população portuguesa.


Quem vai ficar num país onde ninguém tem filhos, com natalidade em colapso e sem reposição geracional, e que só consegue atrair reformados estrangeiros e turistas de passagem?


A sociedade portuguesa está, na prática, num processo lento de suicídio colectivo. Não por catástrofe súbita. Por mil pequenas decisões políticas, repetidas ciclo após ciclo, que sistematicamente recompensam quem chega com capital e penalizam quem cá nasce, trabalha e tenta construir vida.


No fim deste processo, só vão sobrar os ultra-ricos e os seus serventes. Uma economia de serviço pessoal, hospitalidade e manutenção de propriedades de luxo para quem pode pagar — e uma população local cada vez mais reduzida a essa função. É a escravatura dos tempos modernos, sem correntes, mas com o mesmo desequilíbrio fundamental de poder: quem tem o capital decide; quem precisa de sobreviver serve.



Quem ganha com a expulsão dos lisboetas


Quando o preço de uma casa se desliga do salário de quem a deveria poder comprar, alguém está a lucrar com esse desligamento. Não são os professores, enfermeiros ou polícias que deixam de conseguir viver na cidade onde trabalham, fazendo-a perder competitividade económica, segundo o Conselho Consultivo para a Habitação da Comissão Europeia.


São os fundos de investimento imobiliário. São os promotores que constroem luxo para investidores internacionais em vez de habitação acessível. E é, de forma directa e indirecta, o aparelho político — central e municipal — que viabiliza este modelo através de licenciamentos, isenções fiscais, e décadas de inacção regulatória conveniente.


A UNODC, agência das Nações Unidas para a droga e o crime, resume o mecanismo de forma cirúrgica numa das suas campanhas recentes: a corrupção rouba receita pública, prendendo os países num ciclo de sobrevivência de curto prazo em vez de crescimento sustentável. Não é preciso provar suborno directo para reconhecer o padrão. Quando o interesse público sistematicamente perde para o interesse de quem financia campanhas, contrata consultores bem relacionados, e tem acesso privilegiado a decisores municipais e nacionais, o resultado funcional é indistinguível de captura institucional — seja ela formalmente ilegal ou apenas estruturalmente cúmplice.


O Estado que devia regular este mercado em nome dos cidadãos tornou-se facilitador de um modelo que enriquece quem já tem capital e expulsa quem trabalha. Isto não é falha de mercado. É falha de governação.



O que está em jogo


A habitação é um direito constitucional em Portugal. Não é uma classe de activo para carteiras de investimento internacional. Quando esse direito é sistematicamente sacrificado em nome de "atractividade económica", o que resta não é uma cidade próspera — é uma cidade esvaziada dos seus próprios habitantes, mantida artificialmente viva por quem a visita e parte, enquanto quem a construiu, sustenta e ama é empurrado para fora.


Lisboa não está apenas cara. Está a perder os lisboetas. E o país, no seu conjunto, está a perder os portugueses — trocados por quem traz capital sem trazer raízes.


Enquanto isso acontecer sem consequências políticas reais, vai continuar. E no fim, talvez não sobre ninguém para perguntar porquê.


Neste cenário trágico de governação habitacional, resta uma solução prática que ninguém recomenda em fóruns de política pública: comprar um veleiro. Pelo menos a água e o vento, ao contrário do solo lisboeta, ainda não têm dono — e a vista é gratuita.


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João Lopes Aguiar é engenheiro electrotécnico, escritor e navegador em circumnavegação a bordo do veleiro Winderlust II.





segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Capitão Queirós - INVENTOR DA AUSTRÁLIA - Ep. 48


Pedro Fernandes de Queirós, navegador português, em 1606 foi o inventor da palavra Austrália e o primeiro europeu a chegar a Vanuatu, no Pacífico Sul. Dois feitos que se cruzam por acaso. Vanuatu, país independente desde 1980, antes chamado Novas Hébridas, foi visitado primeiramente pelo navegador português Pedro Fernandes de Queiroz em 1606, que ao chegar à ilha de Espírito Santo acreditou estar na Austrália, assim inventando o nome do maior país da Oceânia. Foi também ele o primeiro europeu a contactar com as tribos melanésias locais de #Vanuatu. Ao chegar à ilha vindo de oeste e sendo já esperada uma grande terra no hemisfério austral, antes descoberta pelo lado este e norte por expedições portuguesas, ele nomeou a ilha como Austrialia do Espírito Santo. Na época a dinastia filipina em Portugal e Espanha era dos Habsburgo, da Áustria, assim também homenageando a coroa vigente. Hoje em dia existem duas estátuas dele em Sydney e Camberra, e a maior ilha de Vanuatu é chamada Espiritu Santo, em sua homenagem. Vem conhecer este herói da história marítima mundial, estudado nas escolas de Vanuatu, e homenageado nas ruas da Austrália, mas tão pouco conhecido em Portugal.

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VANUATU - Felizes na Natureza - Ep. 47


Vanuatu é frequentemente citado como um dos países mais felizes do mundo segundo indicadores de bem-estar e sustentabilidade. Aqui dão mais valor ao estar, em vez do ter. E são a prova de que não precisamos de assim tanto para ser felizes. Natureza, comida fresca e um paraíso tropical. Neste episódio vem ver como é este país e arquipélago, composto por 83 ilhas.

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segunda-feira, 8 de setembro de 2025

MAR BRAVO - Em solitário até Vanuatu - Ep. 46


Cinco dias de navegação em solitário até Vanuatu. Com ondas acima dos 3.5 metros, e ventos que chegaram aos 40 nós. Por vezes, há um chamamento que vem de dentro e me avisa que é hora de partir. Ao fim de um mês à espera de uma janela meteorológica, a previsão era tensa mas sabia que eu e o barco íamos aguentar a travessia. A chegada a Vanuatu foi uma surpresa.

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REFORMA Completa - Ep. 45


Desde Novembro de 2024 até Agosto de 2025, concluí vários trabalhos no novo veleiro Winderlust II, para o tornar mais navegável, seguro e confortável. Neste vídeo, assinalo a conclusão desta Reforma, com a finalização da pintura da Cabine de Popa. Vem ver o Winderlust II a navegar, ver o nascer e o pôr sol no Pacífico Sul, e rever a lista completa de Reformas no novo veleiro. Agora, próxima paragem - Vanuatu!

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Velejador LUSO-DESCENDENTE numa Volta ao Mundo - Ep. 44


Fabian Fernandez é um velejador da Malásia, com raízes que remontam aos católicos que migraram da Índia até à Malásia. Alguns dos seus antepassados misturaram-se com portugueses na Índia há vários séculos atrás. Encontrei-o para uma breve conversa sobre a volta ao mundo a bordo do seu veleiro, que está agora a concluir.

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SOLUÇÃO para o Leme - Ep. 43


O leme é um dos elementos mais importantes do barco. Antes de partir detectei uma falha nele, e que, quis arranjar o mais depressa possível. Vem acompanhar este vídeo técnico para rever o funcionamento do leme, do seu sistema hidráulico e do piloto automático.

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PÔR-DO-SOL Incrível - Ep. 42


O melhor pôr-do-sol que verás em toda a tua vida é de certeza sobre o mar. Imagina viajar de veleiro e ter a oportunidade de ver isso todos os dias. Vem assistir a um dos mais incríveis que já vi pelo mundo, enquanto te apresento os próximos passos desta volta ao mundo em veleiro, e termino as revisões finais no motor auxiliar à navegação no oceano. Agradecimentos / Acknowledgments Mohit of Hydraulic Hose Denarau Deepak, Ifraz - Yacht Help Denarau

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Radar no PARAÍSO - Ep. 41


Os últimos preparativos para a grande viagem desde Fiji até à Indonésia continuam - instalar o radar, o regulador externo do alternador, usar as velas e testar o motor. Tudo isto enquanto passo dias incríveis no paraíso das Fiji.

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terça-feira, 17 de junho de 2025

REFORMA ELÉTRICA do Veleiro - Ep. 40


Por acidente, o alternador do veleiro queimou e ao trocá-lo, reformei vários equipamentos chave do sistema elétrico do Winderlust 2. Vê aqui como podes melhorar a parte eléctrica de um veleiro. Novo Alternador, Regulador Externo, Sistema de Carga Solar, ACR - Automatic Charging Relay, Smart Shunt, Conexão das Baterias. Um upgrade incrível mesmo!

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Contra o Vento até NOVA IORQUE - Ep. 39


Na marina em Fiji, encontrei um casal de Nova Iorque, de Brooklyn, a viajar contra o vento, a bordo de um trimarã, desde a Austrália até aos EUA. Quis conversar com eles e estivemos a falar sobre velejar o mundo, turismo consciente, activismo social, e a cena de vela em Nova Iorque. Não percas esta conversa inspiradora!

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NOVA ZELÂNDIA - 5 Dicas de Viagem - Mt. Maunganui - Ep. 38


Para comprar equipamento náutico que não está à venda nas Fiji, fui até à Nova Zelândia. Neste país há tantas paisagens incríveis mas decidi focar-me em um lugar mágico e abençoado pela natureza, apenas a duas horas de Auckland. Reúne praia, desportos náuticos, cascatas e actividades de montanha. O Monte Maunganui. Vem conhecer as 5 melhores actividades que podes fazer por lá.

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quinta-feira, 17 de abril de 2025

INSTALAÇÃO do Frigorífico - Ep. 37


A refrigeração da comida é importante na vida a bordo. Neste episódio mostro-te como instalar um frigorífico no veleiro. Modelo Isotherm 2001. Não há qualquer patrocínio pela marca.

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Dois CICLONES de Seguida - Ep. 36


Em Fevereiro de 2025, dois ciclones passaram pelas Fiji. Um logo depois do outro. O Rae e o Seru. A ilha principal foi bastante afectada por chuvas brutais e ventos fortes. Outras regiões do país foram destruídas. Neste episódio mostro-te como foi viver isto na primeira pessoa.

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CASCATAS Incríveis nas Fiji - Ep. 35


Boas, quero mostrar-te duas cascatas incríveis nas Fiji. Nabalasere, a queda de água mais alta do país. E Biausevu, um lugar incrível e de conexão com a natureza. Ao mesmo tempo, convido-te à reflexão sobre o tempo que temos para educar a nossa família. Estamos melhor ou pior do que antes? Deixa-me o teu comentário no vídeo.

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ÉS FELIZ em Terra? || Novo GUINCHO - Ep. 34


Boas, quero mostrar-te o unboxing e a instalação do novo guincho, que é um produto mesmo importante para o Winderlust 2. Ao mesmo tempo, pergunto-te se és feliz a viver em terra, e conto-te como encontro a felicidade no mar.

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WINDERLUST 2 - Renascido do NAUFRÁGIO - Ep. 33


Sou o João e quero dar-te as boas vindas ao meu veleiro - Winderlust. Naveguei meio mundo no meu anterior iate até que naufraguei na Austrália. Não pude desistir e encontrei um novo veleiro porque se não ficaria à margem de mim. Nasci em Lisboa, voltado para o mar, mas a falta de tempo para mim e para a natureza, fizeram-me me partir. Levantei a âncora e fui a Espanha, África, as Caraíbas e o Pacífico Sul. Até aqui naveguei meio mundo pela natureza, e à vela por uma questão de consciência e sustentabilidade. Enquanto isso, nas horas de navegação em solitário mergulho nas características do ser humano, que quero partilhar aqui contigo. Vem navegar comigo pelos próximos oceanos e conhecer as reflexões desta filosofia do mar. Bem vindo a bordo. 

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5 DICAS de Viagem - SINGAPURA & MALACA - Ep. 32


O Sudeste Asiático é um canto mágico do mundo. Quantos de nós sonhamos em visitar estes países? Desta amálgama de culturas e países que compõem o Sudeste Asiático, duas cidades sobressaem. Singapura, dona de uma efervescência e ritmo únicos, sendo o derradeiro cruzamento entre a Asia e o resto do mundo. E Malaca, ponto estratégico histórico, entreposto comercial ao longo de séculos, pelos Portugueses, Holandeses e Ingleses, numa perspectiva europeia. Tanta outra gente por lá passou e hoje em dia, ainda mais. Em busca do novo veleiro Winderlust II, fiz uma paragem por aqui. E compilo aqui as 5 melhores dicas de viagem para cada uma destas pérolas urbanas. Vem conhecer!

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MALACA Fala Português - Ep. 31


Vamos descobrir a comunidade lusófona de Malaca, na Malásia. Falam um crioulo mesmo parecido ao Português. Alguns chamam-lhe Kristang, relacionado com a fé cristã, outros chamam-lhe Português de Malaca. Este é um episódio sobre a cultura lusófona que nos une, ao encontro do que escreveu Pessoa - "A minha pátria é a minha língua."
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NAUFRÁGIO na Austrália - Ep. 30


O pior momento da minha vida e do veleiro Winderlust é contado neste episódio, com a chegada à Austrália. Num momento assim, é quando dou mais valor à saúde, como nunca, e relembro, no frio da noite, que os bens materiais não valem nada. Cheguei a terra com uma t-shirt, uns calções e pouco mais. Queria ter outra história para te contar, mas esta é a verdade.

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