quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Notícias tristes da política em Portugal

Isaltino Morais é condenado a sete anos de prisão

"Lisboa - O presidente da Câmara Municipal (Prefeitura) de Oeiras, Isaltino Morais, foi considerado culpado por abuso de poder, fraude fiscal e um crime de corrupção passiva por ilícito. O tribunal de Sintra decretou uma pena de prisão efetiva de sete anos e a perda de mandato. Segundo a juíza, Isaltino Morais “tentou negar o inegável” e agiu sempre sabendo a ilegalidade do que estava a fazer. O presidente da Câmara de Oeiras recorreu da sentença em liberdade."

Que vergonha..

Era disto mesmo que falava no post anterior..
Chega destes encandalos..
É um em oeiras, é outro em marco de canavezes, é outro nao sei onde..
e ainda por cima isto foi publicado numa site de notícias portuguesas no brasil. é esta a imagem que passamos... de corrupçao

para mais detalhes da noticia ver neste link do site da rtp

Ok que isto existe em espanha, ok que existe em italia, ok qu e existe no brasil e entao? é desculpa?
Nunca ha desculpas para casos assim, e em portugal tem que acabar. o tamanho do país, é ideal para que haja uma governaçao presente em todo o territorio, e com transparencia e etica para todos os seus habitantes.

É o que esses gajos esquecem é que para um politico primeiro está o POVO e só muito depois, e no final de tudo está ele, e está ele com o dinheiro que precisa para viver em classe media e com humildade. Mas o problema é que a grande maioria dos politicos se poem a eles primeiro, uma realizaçao pessoal.. esquecem-se que em portugal se vive (graças à Revoluçao do 25 de Abril) um democracia REPRESENTATIVA, ou seja os politicos no poder para NOS REPRESENTAR - a nós, POVO. Que nos representem, nos cuidem, e nos privilegiem.

Haja ética na política em Portugal.


(escrito em Sória, Comunidade de Castilla y León, Espanha)

sábado, 25 de julho de 2009

Trans-Iberiano - 2a Etapa - Igualada - Lérida

Foi dia 22 de Julho, pelas 9h que começei a pedalar pela N2 fora. Esperavam-me 90km pela frente, sobre o sol ibérico e numa das regioes mais quentes e secas da península.

Durante a manha cruzei as povoaçoes de Jorba, Santa Maria de Cami, Vergòs, Cervera até chegar a Tàrrega pelas 13h. A meio caminho, numa bomba de gasolina, em busca de indicaçoes para o caminho travei conheci um ciclista de estrada local, que se juntou na pedalada durante alguns kilómetros (e que depois deve ter desistido por eu ter o ritmo de amador!).

Catalunha - Sta. Maria del Cami
Em Santa Maria del Cami, a caminho de Lèrida.

Saí de manha de Igualada com o objetivo primario de chegar a Tàrrega, o que seriam 47km, subindo dos 300m até asos 700m em 15km, e depois descendo lentamente até alcançar os 47k a 370m de altitude. Tinha tambem em mente a possibilidade de, fazendo este trajeto em 4 horas, na parte da manha, conseguiria com poucas complicaçoes de caminho, chegar a Lérida (ou Lleida como se diz em Catalao, lingua mais falada na Catalunha, e umas das quatro linguas oficiais de Espanha), que estaria a 45km de distancia e com varios trechos de caminho plano e descendente até chegar aos 150m no destino final - Lèrida.

Depois de ter chegado a Tàrrega, procurei um restaurante para me saciar a fome de cavalo e de onde pudesse ter vista sobre a bicicleta. Sim, porque isto na Ibéria é só ladroagem e mais vale prevenir que remediar. Ainda estou para saber quem foi o esperto que levou a minha bike antiga, acabada de estrear, que escostei na porta da rádio da minha universidade, o prestigiado Técnico, durante poucos minutos e ao minimo virar de cabeça ma roubaram. Fogo, estamos no Tecnico, e foi mesmo em muito pouco tempo que isto aconteceu.. Mas cá se fazem, cá se pagam e o Karma vai voltar ou chegou já com um roubo a essa pessoa no futuro. Bom, mega Bistek (aka bitoque em portugal) chegou à mesa, precedido de uma salada rica, e ainda com uma salada de frutas. Assim consegui as energias para a pedalada da tarde.

O percurso foi em geral tranquilo, sempre com uma berma boa para pedalar. Muitas vezes tive uma estrada quase toda para mim, pois justamente ao lado de quase todo o percurso da estrada N2, encontra-se a Auto-Vía.





Espanha - "Por la carretera" de Bicicleta from João Aguiar on Vimeo.Dia 22 de julho 2009, na catalunha, a caminho de Lerida (Lledia) - 2a Etapa do Trans-Iberiano de Bicicleta
Chegado a Lérida foi recebido pelo Xavier, da rede Hospitality Club, um bombeiro profissional que trabalha em Mollerussa, a cerca de 20km de Lèrida. Infelizmente, e como terao ouvido nas noticias em Portugal, alguns colegas seus tinham morrido num incendio perto de Tarragona, ha poucos dias atrás. Deixa-me a pensar na nobreza incrivel desta profissao, do seu risco, e da sua importancia em Espanha e Portugal, onde no verao, as terras sao quase que dizimadas pelas chamas. As estatisticas dos incendios parecem uma anedota por vezes, e é incrivel que os estados nao estejam a melhorar as coisas de ano para ano. Partirá também das pessoas civis claro, mas, que os estados façam mais vigilancia, mais limpezas e rega de terrenos, que contratem mais bombeiros, com mais e melhor formaçao. Dizem que nao ha dinheiro... pois... nao sei, nao. Em Portugal sacos azuis, ha muitos. Bom, ja retomo a esse tema.

Chegado a Lérida
Chegado a Lérida, com vista sobre o Rio Segre e a Sè "Seu Vella".
Chegado entao a Lerida, fui recebido pelo "Xavi", Xavier, como se diria no Brasil, "um cara super gente boa" eheheh, deixou-me num quarto de sua casa onde me instalei e coloquei tambem a bicicleta.. a minha melhor companheira agora.. e que já tem um nome - "Ibéria". Desde que cheguei, quarta-feira à noite atè hoje, sábado tenho passeado pela cidade e estou muito bem impressionado. Uma cidade pequena mas com muito tecido empresarial, industrial e tecnológico. O desemprego aqui é de 3%, face aos 10% de media nacional da Espanha, ou seja nada. Vêm-se vários imigrantes nas ruas e que virao aqui em busca de trabalho. As infra-estruturas que a camara municipal tem construido sao impressionantes. Num pequeno passeio pelo centro vi a nova Estaçao de comboios (onde passa o comboio de alta velocidade), o Fórum Sala de Espetaculos, o Museu da Cidade (que agora integra 3 museus num so), varias ruas arranjadas, bairros novos construidos, duas pontes novas sobre o rio, e tudo obra do atual presidente da camara (ou alcalde, como dizem em castelhano). Segundo me disse o Xavier, este alcalde era um antigo empresàrio que tem feito muito nos utimos 4 anos, quando chegou ao poder. Deixa-me a pensar, que parece que dinheiro numa autarquia existe... principalmente nas cidades, onde existe industria, empresas e bons numeros populacionais, onde chegam impostos à municipalidade. 

terça-feira, 21 de julho de 2009

Trans-Iberiano - 1a Etapa - Barcelona-Capellades

Pelas 9h da manha de 20 de Julho de 2009, segunda-feira, saí de Barcelona, do bairro de Gràcia, na Carrer de Ramon y Cajal, numero 106 (o meu quarto alugado em barcelona por 1 semana), em direcao a Lisboa, de bicicleta.

Bicicleta nova, propria para o cicloturismo, equipada com porta-paquetes, alforges, tenda de campismo para a eventualidade e mais alguns utensilios para o desenrascanso de quem viaja por terra, em transporte proprio, bicicleta e sozinho, ate Portugal. Sai de barcelona em ciclovia, em grande estilo. Passei por Llobegrat, ja nos suburbios de Barcelona, cruzei uma serie de povitos ate chegar a Martorell pelas 11h30. Descansei até pelas 13h, altura em que fui almocar à acolhedora tasca "Baviera", de uma senhora que havia ja viajado muito tambem. Voltei a descnsar, a preparara-me fisicamente, escutar musica, rever o trajecto e pelas 16h sai rumo a Igualada. O sol estava tao quente ainda, que parei de novo e sai pelas 17h. O problema è que o horario solar espanhol esta atrasado em relacao ao horario da europa central - GMT+1h. E barcelona esta na ponta mais leste da espanha.. enfim. Quer isto dizer que devo pedalar desde que o sol se levante, pelas 6h-7h atè às 13h, o que corresponde ao horario solar normal ate às 11h, quando o azimute solar é mais baixo e menos danoso para o corpo - Em portugal sempre ouvimos o conselho de nao ficar expostos ao sol entre as 12h e as 16h, pois bem, e è disso que se trata.

Depois de Martorell é que vinha o melhor.. ou pior, enfim, nem sei como dizer. Uma serie forte de montanha, ao nivel das Montanhas de Montserrat, contudo com vistas incriveis sobre este lugar magico, e pior que tudo, com varios troços sem berma e ainda para mais, com 5 camioes por minuto a passar... o que é fatal para o ciclismo. Eu é que nao me arrisquei a ir na estrada e peguei na bike que nem um burro e andava fielmente ao meu lado ate voltar a pedalar na berma da estrada. Tambem adicionar o fato de que a bicicleta carregada fica mais instavel, dificl de controlar, devido à deslocaçao do centro de massa. Por isso, ia com muito cuidado, sem arriscar demasiado, ainda mais para um mancebo das longas viagens de bicicleta como eu. Uma coisa é certa: Devagar se vai ao longe.

Pelas 19h30, a senhora Helen, do site Hospitality Club, que eu havia contatado para saber se me podia receber em casa com a sua familia (e pôde!), liga-me a perguntar onde ando.. que nem uma mae (ela mesmo que me disse isso depois! ahahah..) digo-lhe que estou a caminho, pouco depois de Piera. Uma vez que ja estava tarde, ela sugeriu vir buscar-me e ajudar-me nos restantes 10km de bicicleta ate sua casa, nas arredores de Igualada. Chegou com uma carrinha, tipo VW Sharan, ond coube a bicicleta na bagageira. SUCESSO. E digo-vos que os restantes 10km seriam bem hardcore, e que para o primeiro dia, ja havia feito bastante para quem nao pedalava o dia todo ha 2 anos (desde que nfui a trioa de bike)..50km, de saida de barcelona ate Piera. Assim levou-me ate Capellades (poupou 1 hora de montanha), e dai ate â urbanizaçao onde mora a sua familia (poupou-me a subida ingreme de um monte de 900m). Uma familia muito acolhedora me recebeu, com um quarto grande, com uma grande cama de casal para descansar. So faltou a mulher! ;)

Ao jantar conversamos sobre historia, religiao e judaismo tambem, do qual sao seguidores. Incrivel o legado e a presença na Peninsula Iberica. Os sefarditas sao os judeus que habitaram a peninsula, e que hoje subsistem mas ja muito misturados com os povos ibericos mais ancestrais. Na verdade esta peninsula é uma misturada.. "tudo na mesma panela" como dizem os Terrakota, e que panela fervente no verao! Hoje em dia, os apelidos sao a prova mais simples de que as pessoas tem ascendencia judaica ou nao. Todos os apelidos com nomes de arvores, frutos, nomes de cidades e rios, deverao revelar a ascendncia judaica. Na verdade foi o metodo adotado por muitos judeus para se enraizaram mais facilemente dentro das povoacoes de portugal e espanha. Eu tenho o aopelido Lopes que me disseram ontem que é de origem judacia. Tenho que falar entao com o meu pai sobre isso.

Ja nao e a primeira vez que uma familia judaica me recebe, e sao sempre muito boa gente.

Ontem pelo fim da tarde tinha ja decidido ficar um dia mais nesta casa, pelo cansaço do primeiro dia, pelo bom acolhimento, e para prepapar melhor a 2a etapa, pelo que saio amanha, 4a feira, dia 23 de Julho, de novo na estrada e com os pés nos pedais.

Até logo,

Joao Carlos Pina Alves Lopes Aguiar

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Trans-Iberiano - De Barcelona até Lisboa em Bicicleta

Contato na Espanha: +34 65 002 7238

Depois de ter tido a ideia de embarcar no Trans-Siberiano, desde Pequim até Moscovo, e ter desistido pelos preços que as agências me mostraram, pela burocracia em obter os vistos e também pelo tempo que levaria, fixei-me na ideia de que quando chegasse à Península Ibérica iria fazer um Trans-Iberiano, mas pondo de parte o comboio, e antes dando ao pedal.

Chegado a Barcelona comprei então uma bicicleta. Destino final - Lisboa. Tenciono demorar 1 mês passando pelo norte da Espanha e de Portugal, visitando a terra do meu pai em Trás-os-Montes, descendo até ao centro do país, e chegando a Lisboa pela costa.

Será aproximadamente esta a rota:

View Larger Map


Parto na próxima segunda-feira, dia 20 de Julho, pelas 7h da manhã. Por não estar treinado a pedalar e também para manter um ritmo leve, tenciono pedalar cerca de 50km por dia, pelo que levará cerca de 1 mês a chegar a Portugal.

Aqui ficam imagens da minha nova paixão ;)
Bicicleta Bicicleta
Bicicleta

Até breve!

Fica aqui de novo, o meu contato na Espanha. O meu número 96 está também ligado sempre que o número espanhol estiver desligado.


Contato na Espanha: +34 65 002 7238

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Fotos do Japão

Fotos do Japão tiradas em Junho de 2009



Vê as fotos em maior tamanho e com comentários aqui
Mais fotos da viagem aqui

Fotos da França

Fotos da França tiradas em Julho de 2009



Vê as fotos em maior tamanho e com comentários aqui
Mais fotos da viagem aqui

Lisboa, aí vou eu!


Pois é amigos, já comprei a minha bicla, agora é só pedalar!

domingo, 12 de julho de 2009

Fotos da Bélgica


Fotos da Bélgica tiradas em Julho de 2009



Mais fotos da viagem aqui

Fotos da Holanda

Fotos da Holanda tiradas em Julho de 2009



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Fotos da Alemanha

Fotos da Alemanha tiradas em Junho de 2009



Mais fotos da viagem aqui

Fotos de Londres


sábado, 11 de julho de 2009

Vídeos da Amazónia

Gravados na viagem à Amazonia Peruana, perto da cidade de Iquitos, em Março de 2009. Enjoy!

Cruzando lagos verdes da Amazónia from João Aguiar on Vimeo.

Crossing green lakes in the peruvian amazon



Golfinhos na Amazónia from João Aguiar on Vimeo.

Dolphins in the peruvian amazon - March 2009



Noite de campismo na Amazónia from João Aguiar on Vimeo.

Na amazónia peruana, perto de Iquitos. Março 2009



Amazónia - Árvores submersas from João Aguiar on Vimeo.

Navegando por entre as árvores submersas na Amazónia Peruana. Março 2009



quinta-feira, 9 de julho de 2009

Com o pé na Península Ibérica

Dia 7 de Julho de 2009 - Em missão nos comboios regionais de França e Espanha, a caminho de Barcelona.

Dijon - Lyon (França)
Primeira parte da viagem de Dijon (França) até Barcelona (Espanha / Catalunha) - manhã dia 7 de Julho de 2009 - 7h30 até 09h30

Lyon - Avignon (França)
Manhã de 7 de julho 2009 - 10h30 até 13h. A caminho de barcelona nos comboios regionais de frança

Avignon - Narbonne (França)
Tarde de 7 de julho de 2009 - 13h30 até 15h30.

Narbonne - Perpignan (França)
Fim de tarde de 7 de julho de 2009 - 16h - 17h.

Perpignan - Port Bou (Espanha)
Fim de tarde de 7 de julho de 2009 - 17h30 - 18h15. Até à fronteira espanhola - Port Bou. Ao sair do comboio os policias quiseram verificar a minha identidade. Mostrei-lhes o Bilhete de Identidade português e o polícia pôs-se a analisar bem se era verdadeiro... o policia pergunta-me em espanhol "Donde vives?" ao que respondo "Em Lisboa", e aí ele, depois de já ter lido onde morava no B.I. diz "Ah, si claro, Lisboa." Estava a testar se sabia onde ia, mas pergunto-me.. as fronteiras na europa não foram abolidas? hmmmmmm.

Port Bou - Barcelona (Espanha)
Cair da noite de 7 de julho de 2009 - 19h - 21h30. Desde a fronteira com a frança - Port Bou - até Barcelona, capital da Catalunha.

Aqui está o mapa do trajeto:

Visualizar Mapa d'Os Meus Descobrimentos em um mapa maior

Depois de Barcelona, o próximo destino é Lisboa! Vamos a saber como...
;)

Música: Amaparonia - álbum "Enchilao"
Livro: Ernesto Sabato - La Resistencia - MEGA LIVRO
Filme: Cronicamente Inviável (Brasil)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Bruxelas - Namur - Dijon

Seguindo caminho pela Europa fora com o bilhete de Inter-rail de 10 dias que comprei em Munique.

Bruxelas - Brugge - Namur (Bélgica)
dia 5 de julho, pelas 17h30, a caminho da frança e depois barcelona! Namur - cidade bonita, tranquila e notou-se ja uma diferença nas pessoas da waledónia (parte francesa no sul da belgica) para as da flandres (parte flamenca no norte).. o pessoal aqui no sul mais aberto, conversador, simpatico. Brugge foi muito bonito mesmo. Alugeui uma bike e passei o dia a pedalar, parar, tirar foto, seguir.. acabei por ver muito mais, do que se estivesse a pé.

Namur - Mulhouse (França)
Manhã de 6 de Julho, cruzando a Belgica, Luxemburgo, entrando na França por Lourainne e Alsace.

Mulhouse-Dijon (França)
Tarde de 6 de Julho, Dijon, capital da regiao da Burgonha, donde era o avô do nosso primeiro Rei.. D.Afonso Henriques. Viagem de comboio muito bonita pela campagne francesa e chegada em Dijon pelas 18h, ainda a tempo de ir deixar as malas ao albergue e passear na cidade até ao pôr do sol, pelas 22h... Cidade com muita história, com largos, monumentos e igrejas bonitas, gente simpatica.

Et voilá la carte!

Visualizar Os Meus Descobrimentos em um mapa maior


Cada vez mais perto da Tuga. Amanhã - em missão para Barcelona!

Até Breve!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Participação no Future Places 2009

O camarada Reis da Rádio Zero tomou a iniciativa de alistar algumas fotos minhas no concurso de seleção da imagem do evento Future Places 2009 e como resultado já tenho uma tampa de esgoto com um mosquito desenhado no banner principal do evento!



O que é o
Future Places 2009 ?
Seis dias de exibições e eventos direcionados ao potencial impato dos meios de comunicação digitais na cultura local.

13-17 de
Outubro 2009, no Porto, Portugal.
Um projeto do Programa UTAustin|Portugal

Fica aqui também o link para a página com os selecionados para a imagem do evento:
http://colab.ic2.utexas.edu/futureplaces/2009/06/post-digital-grounds/#comments

E aqui as minhas fotos que foram escolhidas
Nagoya - tampa de esgoto Tokyo - Ueno
Tampa de esgoto em Nagoya e no Jardim de Ueno - Tokyo.

domingo, 28 de junho de 2009

Munique - Amsterdão

Novo trecho no mapa: Munique - Amsterdão


View Os Meus Descobrimentos in a larger map

Dia 28 de Junho, domingo, parti às 8h20 da Hauptbanhof de München, troquei de comboio em Hannover, passámos a fronteira e já em terras holandesas, em Hilversum, troquei de novo de comboio, e depois sim, até Amsterdam Centraal . Algumas histórias nesta viagem.. a publicar brevemente no blog!
http://osmeusdescobrimentos.blogspot.com

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Vídeos de Moçambique



Carreteando em Moçambique from João Aguiar on Vimeo.

Na estrada nacional nº1 de moçambique rumo a INHAMBANE! Por la carretera....! Março 2008



Vilankulos islands from João Aguiar on Vimeo.

Lindas ilhas na costa moçambicana. Março 2008



Albergue da Massaca - Moçambique from João Aguiar on Vimeo.

Video recorded in the orphanage "Casa do Gaiato", in the outskirts of Maputo - Massaca, Boane, Moçambique. Março 2008



Maputo, Moçambique from João Aguiar on Vimeo.

no topo das torres perto da escola portuguesa de maputo, com o primo mweti e seu amigo faruke. gandas malucos! ahahah . Março 2008



terça-feira, 23 de junho de 2009

De volta ao velho continente


München, Deutschland
22 Junho 2009
18h

De volta ao velho continente

Do Japão entrei num avião direto a Londres. Foi um trans-siberiano mas pelo ar.
Pah, melhor que nada! Estava a pensar ir por terra, mas com as dificuldades que vi
para conseguir os vistos chinês e russo, e o preço que custaria essa travessia por terra,
achei melhor deixar para outra altura. Quando começei a planear o trans-siberiano estava na Austrália, e
para tirar o visto para a Rússia a opção mais viável que tinha, era enviar
o passaporte para Portugal, ser emitido lá o visto e depois receber o passaporte
de novo na australia... enfim, sem comentários. E o visto chinês também estava a colocar dificuldades
devido à gripe suína (esse big brother ou "triunfo dos porcos" ;) ... que anda
aí mas ninguém vê.. olha a vacina para isso é mastigar gengibre todos os dias em jejum..
vão ver se não evitam a gripe e se a tiverem, a ver se nao curam! ahahahah.. conversa
de velho!) por isso pensei para comigo.. "se não me querem lá, também não quero ir".
Foram pois vários fatores e sinais ao meu redor que me fizeram desistir
da travessia da ásia por terra:
- dificuldades em conseguir os vistos
- preços elevados que as agências ofereciam para a viagem de comboio
- vontade de chegar a Portugal a meio de Agosto, o que ficaria mais em risco com o trans-siberiano
- planeamento muito tardio do trans-siberiano
Bom e foi melhor assim. Muitas vezes uma pessoa sente que não deve fazer algo,
e nem sabe bem explicar porquê, pois no momento de decidir senti que não devia ir.
Poucos dias depois, em conversa com um jovem viajante austríaco ficava sabendo
que com planeamento e comprando os bilhetes diratemente às empresas ferroviárias,
sem agências de viagens conseguia essa viagem por um quarto do preço!

Pois bem. Depois de três alucinantes semanas, cheias de luzes de neon coloridas a piscar por todo o lado
deixava o Japão. O destino final - Berlin, de volta à Europa.
O preço mais barato oferecido pelo motor de pesquisa de voôs é da
British Airways e iria fazer escala em Londres. Consegui uma escala de 24 horas,e como
tenho amigos por lá e assim foi uma boa oportunidade de os rever.
Senhor Tiago Andrade a.k.a. Bito recebeu-me em sua casa
e inteirou-me do seu trabalho musical. Já fizémos festas e programas de rádios juntos
como DJs, sempre fomos acompanhado os percursos artísticos um do outro já desde há quase
10 anos atrás, e foi bom ver como a sua arte musical está amadurecida. Podes ver aqui
o seu trabalho www.myspace.com/tiagoandrade .

Fiquei muito pouco tempo em Londres, não posso se quer dizer que visitei a cidade,
mas surpreendeu-me muito pela quantidade de espaços verdes. Uma cidade esparsa, verde,
grande e organizada. Havia visitado com os meus pais há vários anos e só vendo
os locais turísticos e ficando no centro não nos inteiramos de como as pessoas
vivem, e desta pequena estadia de 24 horas em Londres pude ver um pouco que seja
da qualidade de vida que a cidade oferece em termos de espaços verdes, infra-estruturas
para bicicletas, bom transporte público.. enfim.. é o U.K. e lá as coisas são a sério
e bem feitas.

Ao aterrar na Europa já estava de volta ao velho continente, mas o "síndrome da ilha",
como lhe chamo (também presente no japão), contribui para que o quotidiano
no reino unido seja diferente do português.
Uma moeda diferente, condução à esquerda, tomadas elétricas diferentes,
cadeias de lojas inexistentes em portugal, entre outros aspetos. Contudo, depois de
voar do aeroporto de Heathrow em Londres até Berlin, aí estes elementos desvaneceram.
Até estranhei quando, ao comprar um bilhete de autocarro para o centro de Berlin,
recebi o troco em modeas de Euro. Moedas estas que já não via há um ano e meio. Chegado ao albergue
(mega barato! 5€ por noite... mas foi preciso procurar bem e regatear um pouco..),
ao ligar as tomadas de volta aos pinos europeus (exceto u.k.) fez-me de novo sentir mais perto
de casa, e na verdade já não tenho grandes barreiras naturais pela frente até chegar a Portugal.

Berlin, uma cidade de história, de contrastes, esotérica, inovadora e barata. Conheci as áeras históricas,
senti a diferença entre berlin de este de oeste, avistei arte nas ruas do centro da cidade, caminhei
ao longo dos restos do muro de berlin, e experiencei também a frieza e má-educação dos alemães.
Começa a história quando no aeroporto me dirigo ao balcão de informações para saber onde pegar
o autocarro para o centro da cidade. Com uma explicação rápida, incompleta e num tom de voz e olhar
arrogante me despacha o senhor das informações. Nem sequer havia gente à espera para ser atendido!
Qual é a cena? Enfim, foi só uma introdução. Desde que cheguei à Alemanha já aconteceram mais episódios
assim em que nos querem despachar, mal-tratar, com frieza e má-educação.
Será que sou eu que estava em viagem h´+a muito tempo por África e América latina, onde
o calor humano é enorme? Talvez, mas em Portugal as coisas não são assim não.
Um canto da europa com muita gentileza e capacidade de bem-receber.
Os portugueses são um povo mestiçado, feito um pouco por povos do norte da europa, romanos,
fenícios, mouros do norte da europa, negros sub-sarianos, judeus, ciganos, enfim, uma misturada,
que hoje em dia segue, com a entrada de imigrantes das ex-colónias, do leste europeu e brasil.
Creio que estes fatores fazem dos portugueses um povo que sabe receber com bastante calor,
pois no fundo sabemos um pouco das nossas raízes, em algum ponto da nossa genealogia não muito distante,
estrangeiras.

Em Berlin fiquei por 4 dias, até que chegou dia 20 de Junho, sábado, em que me preparava para uma nova etapa
da volta ao mundo. Ir de boleia até ao sul do país - Munique, na Bavária (eles aqui dizem München, na província
de Bayern). Na noite anteriro havia pesquisado no www.hitchwiki.org quais as melhores opções e que mega ajuda foi!
Eram 6h30 quando acordei e rumei à estação de comboios Friedrisch Strasse, onde entrei no trem
para Michendorf, localizado na ponta Sudoeste da grande berlin, a cerca de 40 minutos do centro, e local
ideal para conseguir boleia para fora de Berlin. Várias auto-estradas se cruzam perto de Michendorf, e
para além disso existe uma grande estação de serviço - por isso se consegue facilmente boleia. Da estação de
comboios rumei até à bomba de gasolina. Cerca de 20 minutos a pé com o meu troley onde carrego agora
a mochila-mãe - a grandona, para poupar um pouco mais as costas. A mochila pequena carrego às costas
onde guardo também a maioria dos valores. Chego ao muro que isola a estação de serviço
da pequena vila de michendorf, e entro pela saída de emergência. Entrando no mundo dos veículos
a alta velocidade, avisto logo várias linhas de camiões tir e estacionamentos de carros. É dos melhores
locais para conseguir boleia. Cheguei cedo, pelas 9h, quando havia ainda pouco movimento. Peguei
no minha folha A4 com eltras gordas dizendo "München - A9" e mostrava a todos os carros e camiões
que passavam dentro do posto. Assim foi por 2 horas, sem resultados concretos, até que decidi mudar de
estratégia e abordei com o meu alemão básico os condutores dos carros estacionados na área de comida.
Alguns simpáticos outros nem por isso, mas o Mundo é mesmo assim.. todos diferentes, todos iguais.
Assim foi até que surgiu um jovem casal de namorados, marcados por um estilo visual esotérico.
Valentin, um jovem músico russo, vivendo em Berlin, acompanhado da sua namorada. Eles decidiram
ajudar-me e assim nos espalhámos na área de serviço para agilizar a boleia, que estava para chegar.
Cerca de 30 minutos depois havia conseguido uma boleia com um casal, para Leipzig, a próxima grande cidade alemã
na auto-estrada A9, rumo à Bavária. Fui a correr ter com Valentin para tirar as minhas coisas
da bagageira do carro dele, mas ao o encontrar ele diz-me que havia conseguido uma boleia um pouco
mais a sul na auto-estrada. Assim foi, segui então viagem com um grupo de 3 amigos alemães de
Frankfurt que estavam a voltar a casa, depois terem prestado uma entrevista para estudarem em Berlin.
São também praticantes da boleia (trämpen) na alemanha e até me deram conselhos e frases para me orientar melhor.

Fiquei numa bomba de gasolina por algumas horas onde pouca gente rumava ao sul, pois a verdade é que
a bomba era de dificil acesso para quem estava na auto-estrada - era necessário sair e depois voltar a entrar,
e isso dificultou, até que uma caravana de checos, me levam até a uma outra bomba de gasolina,
no cruzamento da A9 com a estrada que vai para Dresden e república checa também. DEsta vez fiquei numa bomba
ainda pior, de acesso ainda mais dificil para quem estava na auto-bhan rumo à Bavária.
Pedi conselhos à dona do posto de serviço e, vendo ela que estava meio que no sítio errado,
ela pediu a um dos funcionários para me levar a uma outra estação a cerca de 5km,
já na berma da auto-estrada, onde seria então muitos mais fácil de conseguir boleia.
Assim foi. Cheguei, perguntei a 2 pessoas que não ofereceram boleia por terem os carros já cheios
mas à terceira foi de vez, e um senhor de 50 anos, alemão, a viver em espanha, na alemanha em negócios
e para visitar a família, me deu boleia até munique. Certinho, direitinho, a abrir pela A9 abaixo
a 180 km hora. Aqui na Alemanha é à grande - raramente há limites de velocidades, e as auto.estradas
são planas e com 3 faxas em casa sentido, para além disso a condução é também responsável. Assim
frequentemente se vêm carros a 250km/h nestas auto-estradas.

Chegado a Munique, encontrei-me com o amigo e antigo colega de faculdade - Pedro Caeiro a.k.a. PEC.
Bom rever os amigos. Amigos e Família.

Um Abraço

De volta ao velho continente

München, Deutschland

Do Japão entrei num avião direto a Londres. Foi um trans-siberiano mas pelo ar. Pah, melhor que nada! Estava a pensar ir por terra, mas com as dificuldades que vi para conseguir os vistos chinês e russo, e o preço que custaria essa travessia por terra, achei melhor deixar para outra altura. Quando começei a planear o trans-siberiano estava na Austrália, e para tirar o visto para a Rússia a opção mais viável que tinha, era enviar o passaporte para Portugal, ser emitido lá o visto e depois receber o passaporte de novo na australia... enfim, sem comentários. E o visto chinês também estava a colocar dificuldades devido à gripe suína (esse big brother ou "triunfo dos porcos" ;) ... que anda aí mas ninguém vê.. olha a vacina para isso é mastigar gengibre todos os dias em jejum.. vão ver se não evitam a gripe e se a tiverem, a ver se nao curam! ahahahah.. conversa de velho!) por isso pensei para comigo.. "se não me querem lá, também não quero ir". Foram pois vários fatores e sinais ao meu redor que me fizeram desistir da travessia da ásia por terra:
- dificuldades em conseguir os vistos
- preços elevados que as agências ofereciam para a viagem de comboio
- vontade de chegar a Portugal a meio de Agosto, o que ficaria mais em risco com o trans-siberiano
- planeamento muito tardio do trans-siberiano

Air Trans Siberian I saw Siberia frmo the sky
Trajetória Tokyo - Londres. Vista aérea da Sibéria.

Bom e foi melhor assim. Muitas vezes uma pessoa sente que não deve fazer algo, e nem sabe bem explicar porquê, pois no momento de decidir senti que não devia ir. Poucos dias depois, em conversa com um jovem viajante austríaco ficava sabendo que com planeamento e comprando os bilhetes diratemente às empresas ferroviárias, sem agências de viagens conseguia essa viagem por um quarto do preço!

Pois bem. Depois de três alucinantes semanas, cheias de luzes de neon coloridas a piscar por todo o lado deixava o Japão. O destino final - Berlin, de volta à Europa. O preço mais barato oferecido pelo motor de pesquisa de voôs é da British Airways e iria fazer escala em Londres. Consegui uma escala de 24 horas,e como tenho amigos por lá e assim foi uma boa oportunidade de os rever. Senhor Tiago Andrade a.k.a. Bito recebeu-me em sua casa e inteirou-me do seu trabalho musical. Já fizémos festas e programas de rádios juntos como DJs, sempre fomos acompanhado os percursos artísticos um do outro já desde há quase 10 anos atrás, e foi bom ver como a sua arte musical está amadurecida. Podes ver aqui o seu trabalho www.myspace.com/tiagoandrade .

Fiquei muito pouco tempo em Londres, não posso se quer dizer que visitei a cidade, mas surpreendeu-me muito pela quantidade de espaços verdes. Uma cidade esparsa, verde, grande e organizada. Havia visitado com os meus pais há vários anos e só vendo os locais turísticos e ficando no centro não nos inteiramos de como as pessoas vivem, e desta pequena estadia de 24 horas em Londres pude ver um pouco que seja da qualidade de vida que a cidade oferece em termos de espaços verdes, infra-estruturas para bicicletas, bom transporte público.. enfim.. é o U.K. e lá as coisas são a sério e bem feitas.

London Andrade's place
Londres. Na porta da casa do Andrade.

Ao aterrar na Europa já estava de volta ao velho continente, mas o "síndrome da ilha", como lhe chamo (também presente no japão), contribui para que o quotidiano no reino unido seja diferente do português. Uma moeda diferente, condução à esquerda, tomadas elétricas diferentes, cadeias de lojas inexistentes em portugal, entre outros aspetos. Contudo, depois de voar do aeroporto de Heathrow em Londres até Berlin, aí estes elementos desvaneceram. Até estranhei quando, ao comprar um bilhete de autocarro para o centro de Berlin, recebi o troco em modeas de Euro. Moedas estas que já não via há um ano e meio. Chegado ao albergue (mega barato! 5€ por noite... mas foi preciso procurar bem e regatear um pouco..), ao ligar as tomadas de volta aos pinos europeus (exceto u.k.) fez-me de novo sentir mais perto de casa, e na verdade já não tenho grandes barreiras naturais pela frente até chegar a Portugal.

Berlin, uma cidade de história, de contrastes, esotérica, inovadora e barata. Conheci as áeras históricas, senti a diferença entre berlin de este de oeste, avistei arte nas ruas do centro da cidade, caminhei ao longo dos restos do muro de berlin, e experiencei também a frieza e má-educação dos alemães. Começa a história quando no aeroporto me dirigo ao balcão de informações para saber onde pegar o autocarro para o centro da cidade. Com uma explicação rápida, incompleta e num tom de voz e olhar arrogante me despacha o senhor das informações. Nem sequer havia gente à espera para ser atendido! Qual é a cena? Enfim, foi só uma introdução. Desde que cheguei à Alemanha já aconteceram mais episódios assim em que nos querem despachar, mal-tratar, com frieza e má-educação. Será que sou eu que estava em viagem há muito tempo por África e América latina, onde o calor humano é enorme? Talvez, mas em Portugal as coisas não são assim não. Um canto da europa com muita gentileza e capacidade de bem-receber. Os portugueses são um povo mestiçado, feito um pouco por povos do norte da europa, romanos, fenícios, mouros do norte da europa, negros sub-sarianos, judeus, ciganos, enfim, uma misturada, que hoje em dia segue, com a entrada de imigrantes das ex-colónias, do leste europeu e brasil. Creio que estes fatores fazem dos portugueses um povo que sabe receber com bastante calor, pois no fundo sabemos um pouco das nossas raízes, em algum ponto da nossa genealogia não muito distante, estrangeiras.

Berlin - Unter der Linden Berlin wall
Em Berlin - Unter der Linden e no Muro.

Em Berlin fiquei por 4 dias, até que chegou dia 20 de Junho, sábado, em que me preparava para uma nova etapa da volta ao mundo. Ir de boleia até ao sul do país - Munique, na Bavária (eles aqui dizem München, na província de Bayern). Na noite anteriro havia pesquisado no www.hitchwiki.org quais as melhores opções e que mega ajuda foi! Eram 6h30 quando acordei e rumei à estação de comboios Friedrisch Strasse, onde entrei no trem para Michendorf, localizado na ponta Sudoeste da grande berlin, a cerca de 40 minutos do centro, e local ideal para conseguir boleia para fora de Berlin. Várias auto-estradas se cruzam perto de Michendorf, e para além disso existe uma grande estação de serviço - por isso se consegue facilmente boleia. Da estação de comboios rumei até à bomba de gasolina. Cerca de 20 minutos a pé com o meu troley onde carrego agora a mochila-mãe - a grandona, para poupar um pouco mais as costas. A mochila pequena carrego às costas onde guardo também a maioria dos valores. Chego ao muro que isola a estação de serviço da pequena vila de michendorf, e entro pela saída de emergência. Entrando no mundo dos veículos a alta velocidade, avisto logo várias linhas de camiões tir e estacionamentos de carros. É dos melhores locais para conseguir boleia. Cheguei cedo, pelas 9h, quando havia ainda pouco movimento. Peguei na minha folha A4 com eltras gordas dizendo "München - A9" e mostrava a todos os carros e camiões que passavam dentro do posto. Assim foi por 2 horas, sem resultados concretos, até que decidi mudar de estratégia e abordei com o meu alemão básico os condutores dos carros estacionados na área de comida. Alguns simpáticos outros nem por isso, mas o Mundo é mesmo assim.. todos diferentes, todos iguais. Assim foi até que surgiu um jovem casal de namorados, marcados por um estilo visual esotérico. Valentin, um jovem russo músico de ska, vivendo em Berlin, acompanhado da sua namorada. Eles decidiram ajudar-me e assim nos espalhámos na área de serviço para agilizar a boleia, que estava para chegar. Cerca de 30 minutos depois havia conseguido uma boleia com um casal, para Leipzig, a próxima grande cidade alemã na auto-estrada A9, rumo à Bavária. Fui a correr ter com Valentin para tirar as minhas coisas da bagageira do carro dele, mas ao o encontrar ele diz-me que havia conseguido uma boleia um pouco mais a sul na auto-estrada. Assim foi, segui então viagem com um grupo de 3 amigos alemães de Frankfurt que estavam a voltar a casa, depois terem prestado uma entrevista para estudarem em Berlin. São também praticantes da boleia (trämpen) na alemanha e até me deram conselhos e frases para me orientar melhor.

Fiquei numa bomba de gasolina por algumas horas onde pouca gente rumava ao sul, pois a verdade é que a bomba era de dificil acesso para quem estava na auto-estrada - era necessário sair e depois voltar a entrar, e isso dificultou, até que uma caravana de checos, me levam até a uma outra bomba de gasolina, no cruzamento da A9 com a estrada que vai para Dresden e república checa também. Desta vez fiquei numa bomba ainda pior, de acesso ainda mais dificil para quem estava na auto-bhan rumo à Bavária. Pedi conselhos à dona do posto de serviço e, vendo ela vim que tinha ido parar ao sítio errado, ela pediu a um dos funcionários para me levar a uma outra estação a cerca de 5km, já na berma da auto-estrada, onde seria então muitos mais fácil de conseguir boleia. Assim foi. Cheguei, perguntei a 2 pessoas que não ofereceram boleia por terem os carros já cheios mas à terceira foi de vez, e um senhor de 50 anos, alemão, a viver em espanha, na alemanha em negócios e para visitar a família, me deu boleia até munique. Certinho, direitinho, a abrir pela A9 abaixo a 180 km hora. Aqui na Alemanha é à grande - raramente há limites de velocidades, e as auto.estradas são planas e com 3 faxas em casa sentido, para além disso a condução é também responsável. Assim frequentemente se vêm carros a 250km/h nestas auto-estradas.

Chegado a Munique, encontrei-me com o amigo e antigo colega de faculdade - Pedro Caeiro a.k.a. PEC. Bom rever os amigos. Amigos e Família.
München - Hofbräuhaus - PEC e Seixas
Com o Mestre PEC e Seixas em Munique.

Música: Milton Banana Trio - Linha de Passe (Brasil)
Filme: Tsotsi (África do Sul)
Livro: Big Sur - Jack Kerouac (E.U.A.)

Um Abraço

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Japão é outra dimensão

Nagoya, Japão

Faz hoje 5 dias que cheguei a este universo paralelo. A tecnologia está presente em todos os lados: incontáveis luzes piscantes nas ruas, casas-de-banho high-tech todas feitas de plástico que nem nave espaciais e com jatos de limpar o rabo e aquecimento no aro de sentar, luzes rotativas nas entradas dos restaurantes, comboios-bala que atingem os 300 km/h interligam todo o país, telefones públicos com grandes painéis eletrónicos que indicam as moedas que ainda não foram usadas para realizar a chamada (
entre outras informações todavia indecifráveis em japonês), os ultimos modelos automóveis japoneses são os carros comuns que se avistam nas ruas, encontram-se facilmente lojas de equipamentos eletrónicos baratos, a internet é omnipresente com as maiores velocidades de upload que já vi... enfim uma lista enorme. A tecnologia faz parte da cultura local e parece comum entre o Japão que conheci até agora.

Tokyo - AkihubaraTokyo - Akihabara
Tokyo - Bairro de Akihabara.

Depois de ter passado 3 dias em Tokyo, encontro-me neste momento na cidade de Nagoya, um dos principais centros tecnológicos e industriais do país, e base para a fábrica da Toyota.

Na Europa, pelos países nos quais tinha até aqui viajado via igrejas em todas as cidades, para nem pensar no incontável número de igrejas que temos em Portugal. Pois bem, aqui no Japão avistam-se templos por toda a parte - templos budistas e os shintuístas (chamados "Shrines"). Hoje visitei o Museu da Toyota e o Castelo de Nagoya. Os castelos em Portugal são do tipo geométrico bem recto, rectangular e deo tipo pedra-sobre-pedra. Pois bem, aqui os castelos são sumptuosos e requintados. Têm decorações douradas na fachada, os telhados têm as pontas dobradas, incluindo motivos especiais religiosos nos cantos e possuem vários andares, tomando alturas consideráveis.

Tokyo - AsakusaTokyo - Asakusa
Tokyo - Templo no bairro de Asakusa.

O tratamento oferecido ao cliente é de todo invulgar. Quando prestam um serviço, fazem-no com servidão, humildade e dedicando toda a atenção ao cliente. A palavra "acusaimass", significado de respeito e boa-educação é repeitda vezes sem conta num dia passado no Japão. Num museu ou numa casa de hóspedes típica japonesa "Ryokan", onde estou agora instalado, mesmo ao passarem ao teu lado ou nas tuas costas, falam algo incluindo o "acusaimass" como sinal de respeito. Tudo é servido com cuidado e toda a atenção é dedicada ao cliente. É um tratamento único, caregado de delicadeza, atenção e humildade.

Tokyo é uma cidade gigante onde o que salva um estangeiro viajante ocidental é o metro e as suas indicações em inglês, caso contrário seria bem dificil mover-me na cidade. Chegado ao aeroporto recebi a hospitalidade de um jovem casal que estavam no mesmo caminho que eu, e me ajudaram na linha de comboio até ao hostel. Movidos pela generosidade e hospitalidade, tipicamente japonesas, levaram-me até ao hostel. O hostel disponiboizou as facilidades a que me fui habituando durante a viagem (mais na américa do sul) como cozinha comum, internet wireless grátis, mas a diferença de que estava no Japão evidenciou-se, quando o beliche onde ficava a dormir era uma caixa de madeira com uma porta deslizável. E como esta haviam mais quatro, dispostas 2*2.

Tokyo - hostel Tokyo - Metro
Hostel e Metro em Tokyo.

A higiene é uma paranóia no Japão. As sanitas têm jatos para limpar o rabo, frequentemente se encontram saboneteiras com alcool para desinfetar as mãos
em espaços fechados como museus e estações de metro e comboio, os sapatos ficam sempre à porta do quarto e no hostel onde fiquei em Tokyo na porta da rua(!), são distribuídos pacotes de lenços nas principais ruas de Tokyo (também como estratégia de marketing de algumas lojas), e as máscaras faciais são frequentes, e não são uma precaução adicional devido à tão falada gripe suína - já assim era antes deste surto.


Cruzamento no bairro de Shibuya, Tokyo.

Por vezes vem-me à cabeça o mundo dos anime, dragon ball, sailor moon, tsubasa, e o Japão tem de facto bastante da fantasia que se vê nesses desenhos. É uma sociedade diferente, inovada, "certinha", onde quase tudo acontece rapidamente, eficientemente e com pontualidade ao minuto.

São algumas visões e opiniões da, provavelmente, mais tecnologicamente avançada sociedade do mundo. Amanhã rumo ao Japão mais rural, nas montanhas - à vila património da humanidade - Shirakawa-go.
Tokyo - Asakusa

Música: Music: Lura - Eclipse (Portugal, Cabe Verde)
Filme: Nação Fast Food (E.U.A.)
Livro: Ernesto Sabato - La Resistencia (Argentina)

Com saudade e um abraço.